# Process Documenter

> Documenta um processo do Pipefy a partir da configuração real: fases na ordem, o que cada uma exige, critério de saída, prazo, automação que dispara, papéis e exceções. Entrega procedimento operacional ou mapa de configuração, marcando o que a ferramenta não tem como saber. Use quando pedirem para documentar um pipe, escrever o SOP, explicar como o processo funciona, preparar material de treinamento ou de auditoria, ou entender um processo que ninguém mais lembra. Gatilhos - 'documenta esse processo', 'escreve o SOP desse pipe', 'como esse processo funciona', 'preciso explicar esse pipe para alguém novo', 'gera manual do processo', 'o que cada fase faz aqui', 'material de auditoria desse processo'.

- Skill: `maurivanluiz/process-documenter` (Agent Skill, multi-file: 6 files)
- Install (CLI): `npx skillmds@latest add maurivanluiz/process-documenter`
- Raw SKILL.md: https://api.skillmd.com/api/skills/maurivanluiz/process-documenter/raw
- Safety review: pending
- Works with: Claude Code, Claude.ai, OpenAI Codex
- Category: Coding & Dev Tools
- Author: maurivanluiz (https://skillmd.com/u/maurivanluiz)
- Updated: 2026-09-22
- Page: https://skillmd.com/skills/maurivanluiz/process-documenter

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# Process Documenter

## Descrição

Lê a configuração de um pipe do Pipefy e escreve a documentação do processo: por
onde o trabalho entra, quais fases existem e em que ordem, o que cada fase exige
para o card sair dela, onde há prazo, o que já é feito por automação, quem
participa e quais caminhos de exceção estão previstos.

Duas entregas, escolhidas pelo pedido do usuário e não por padrão:

- **Procedimento operacional.** Para quem executa: o que fazer em cada fase, na
  ordem, com o que é obrigatório e o que acontece sozinho.
- **Mapa de configuração.** Para quem revisa ou audita: o que está configurado,
  o que está desligado, o que está previsto e não é usado, e onde a configuração
  não sustenta o que a documentação precisaria afirmar.

Três fontes, com autoridade diferente, e a skill nunca as mistura:

- **A configuração diz o que o sistema exige.** É a única fonte que vale como
  regra.
- **Os cards dizem o que o time faz.** Servem para confirmar ou contradizer a
  configuração, nunca para inventar regra que ela não tem.
- **O motivo não está em lugar nenhum.** Por que a alçada é de dez dias, por que
  aquele campo é obrigatório, qual norma exige aquele anexo: nada disso está na
  API. Vai marcado como pendente de confirmação com o dono do processo, jamais
  preenchido por dedução.

Esta skill lê. Não altera nada no Pipefy: nem fase, nem campo, nem automação,
nem descrição.

Usa apenas as ferramentas do MCP do Pipefy. Não há script nem dependência a
instalar: só este arquivo e os arquivos de referência ao lado dele.

## Quando usar

- Alguém novo assume o processo e não existe documentação.
- Auditoria, certificação ou cliente pede o procedimento escrito.
- Antes de redesenhar um processo, para registrar como ele está hoje.
- Para treinar quem vai operar o pipe.
- Para descobrir o que a configuração exige de fato, quando a documentação
  existente e a prática divergem.

Para diagnóstico, com gargalo, retrabalho e prazo violado, use a skill
`process-health`: esta aqui descreve o processo, não o julga. Para um card
específico, use `card-summarizer`.

## Referências

Este arquivo é o fluxo. O detalhe mora em `references/`, e cada arquivo é lido
no passo que precisa dele, não antes.

| Arquivo | Quando ler | O que tem |
|---|---|---|
| `references/collect.md` | antes do passo 1 | inputs, queries GraphQL, chamadas de configuração, amostra de prática, estado a manter |
| `references/document.md` | no passo 3 | seções do documento, como derivar critério de saída, limiares de divergência, guardas e o que cada afirmação exige |
| `references/response.md` | no passo 4 | formato das duas entregas, linguagem, tabela de lacunas, fechamento |
| `references/publish.md` | só se o usuário pedir para publicar | conteúdo da página, design system, composição, publicação |

## Fluxo

**1. Coletar a configuração.** Leia `references/collect.md` e siga: estrutura do
pipe, formulário de entrada, campos por fase, automações, condições de campo,
etiquetas, membros, agentes de IA e conexões com outros processos.

**2. Amostrar a prática.** Ainda em `references/collect.md`. Uma amostra pequena
de cards, agregada por página, serve para uma pergunta só: o que a configuração
prevê está sendo usado? Ela não mede desempenho. Se você começar a calcular
mediana de fase, parou de documentar e virou a `process-health` com amostra
insuficiente.

**3. Documentar.** Leia `references/document.md`. Monte o documento fase por
fase, derive o critério de saída das três fontes que o produzem, registre as
divergências entre o previsto e o observado, e marque como lacuna tudo que a
configuração não afirma. Lacuna declarada é entrega; lacuna preenchida por
dedução é documentação errada, que é pior que nenhuma.

**4. Responder.** Leia `references/response.md` e escolha a entrega pelo que o
usuário pediu. A entrega é tabular: uma linha por fase e uma tabela de lacunas,
com legenda de uma linha. Documento em prosa parece completo e não é consultável,
porque quem abre tem uma pergunta sobre uma fase e precisa achar a linha dela sem
ler as outras. O que não couber na linha é lacuna, não texto.

**5. Perguntar o que vem depois, de forma interativa.** Feche com a ferramenta de
pergunta interativa do ambiente (`AskUserQuestion` no Claude Code), não com uma
frase solta. Uma pergunta, escolha única, com as opções da seção "Fechamento" de
`references/response.md`.

**6. Publicar, só se pedirem.** Nunca publique por iniciativa própria. Quando o
usuário escolher publicar, leia `references/publish.md`, use a ferramenta
`Artifact` e entregue o link. Não gere arquivo HTML local. O artefato nasce
privado, e quem decide abrir é o usuário.

## Governança

- **Nada de vocabulário de API na tela, em nenhum momento.** A proibição não vale
  só para o documento final: vale para o que você escreve enquanto coleta. Não
  narre nome de ferramenta, de consulta ou de campo da API, nem em relato de
  progresso, nem em aviso de erro, nem para justificar uma lacuna. Em vez de
  "chamando get_automations", escreva "lendo as automações do processo"; em vez de
  "get_field_conditions falhou", escreva "não consegui ler as regras de campo, e
  por isso elas ficam como lacuna". Os identificadores existem dentro da chamada
  de ferramenta, e é lá que eles ficam. A lista do que nunca aparece está em
  `references/response.md`.
- **Documento sem data de leitura envelhece sem ninguém notar.** Toda entrega
  declara a data da coleta e que descreve a configuração daquele momento. Pipe
  muda, e documentação que parece atemporal é a que engana.
- Os valores dos campos passam pelo seu contexto na amostra de prática, porque a
  API não permite pedir apenas o preenchimento. O documento descreve o campo, não
  o conteúdo dele: nunca transcreva valor de campo de card. Cite exemplo apenas
  quando ele vier da configuração, como as opções de uma escolha única.
- Em pipe com dado sensível (folha de pagamento, saúde, jurídico de pessoa
  física), avise o usuário antes de coletar a amostra de prática. A configuração
  sozinha não traz dado de pessoa.
- **Nomes de pessoas.** Membros e responsáveis aparecem no documento como papel,
  não como lista de nomes, a menos que o usuário peça o contrário. Procedimento
  nominal fica errado na primeira mudança de time.
- Ao compartilhar, confira se o público pode ver aquele processo. Documentação
  circula mais que relatório, e ela expõe a estrutura inteira.
- **Nada é preenchido por semelhança.** Você conhece processos parecidos e isso é
  uma armadilha aqui: nunca escreva a etapa que "normalmente existe" em um
  processo de compras se ela não está no pipe. O documento descreve este pipe.
- Nenhuma alteração no Pipefy sai desta skill. Se o usuário quiser corrigir uma
  lacuna, como preencher a descrição de uma fase, isso exige confirmação
  explícita dele sobre o que exatamente será alterado.
- Processos que continuam em pipe conectado não são atravessados. Se
  `childrenRelations` ou `parentsRelations` existirem, o documento diz onde o
  trabalho sai deste pipe e que a descrição para na fronteira.

## Critério de qualidade

O documento está pronto quando declara a data da coleta e o que foi lido; cobre
todas as fases na ordem real, incluindo as que a amostra não usou; separa o que o
sistema exige do que o time faz, com a fonte de cada afirmação; marca como lacuna
todo critério de saída, prazo ou responsável que a configuração não define, em vez
de completar; nomeia papéis e não pessoas; registra as divergências entre previsto
e observado sem escolher um lado em silêncio; cabe em uma linha por fase mais a
tabela de lacunas; não contém nenhum identificador interno de API nem nome de
ferramenta, nem no documento nem no que você escreveu antes dele; e termina em uma única próxima ação, que costuma ser confirmar as
lacunas com o dono do processo.

Antes de entregar, releia procurando underscore e inglês técnico. Achou algum
fora de bloco de código, traduza.

Uma fase cuja única descrição possível é o próprio nome é uma lacuna, não uma
seção curta. Escrever "Nesta fase o card é analisado" sobre uma fase chamada
Análise não documenta nada, e dá a impressão de que documenta.

