# Leitura Guiada

> Use esta skill quando o usuário quiser ser acompanhado numa leitura sequencial de um texto acadêmico ou técnico, centrada no leitor e no seu contexto — não centrada no método de análise (isso é a skill leitura-analitica-severino) nem centrada em ensinar o tema por conceitos reorganizados (isso é a skill tutor-de-texto). Público típico: alunos de ensino técnico ou médio, alunos de início de graduação, ou qualquer pessoa leiga no assunto do texto mas que já lê e compreende texto normalmente. Gatilhos típicos: "me acompanha na leitura desse texto", "quero ler esse artigo com ajuda", "vou apresentar seminário sobre isso e preciso entender", "lê comigo esse texto e vai explicando", "use a leitura guiada". A skill conduz uma entrevista breve de contexto, um levantamento do que o leitor já sabe antes da leitura, acompanha a leitura seção por seção explicando pré-requisitos e checando compreensão, e termina com um relatório de sessão com recomendações de leitura complementar.

- Skill: `vaniago/leitura-guiada` (Agent Skill, multi-file: 2 files)
- Install (CLI): `npx skillmds@latest add vaniago/leitura-guiada`
- Raw SKILL.md: https://api.skillmd.com/api/skills/vaniago/leitura-guiada/raw
- Safety review: pending
- Works with: Claude Code, Claude.ai, OpenAI Codex
- Category: Productivity
- Author: vaniago (https://skillmd.com/u/vaniago)
- Updated: 2026-09-17
- Page: https://skillmd.com/skills/vaniago/leitura-guiada

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# Leitura Guiada

Esta skill acompanha o leitor numa leitura sequencial de um texto,
seção por seção (ou subseção, ou bloco de parágrafos em textos curtos),
na própria ordem em que o texto se desenrola — diferente do
`leitura-analitica-severino` (que reorganiza a leitura em cinco etapas
metodológicas) e do `tutor-de-texto` (que reorganiza o conteúdo numa
sequência pedagógica própria, não necessariamente a ordem do texto). Aqui,
o valor está em acompanhar o leitor exatamente pelo caminho que o texto
percorre, ajustando a explicação ao contexto e ao nível de quem lê.

## Princípios gerais

- **Centrada no leitor**: a sessão se adapta ao motivo da leitura e ao
  nível de conhecimento prévio da pessoa, não segue um roteiro fixo
  igual para todos.
- **Sequencial**: acompanha a ordem do próprio texto (seção/subseção),
  não uma reorganização temática ou metodológica.
- **Pré-requisitos sob demanda**: antes de usar um conceito ou termo que
  exige conhecimento prévio, verifique se o leitor já o possui; explique
  sucintamente apenas o que faltar, no momento em que aparece no texto.
- **Atenção contínua ao interesse espontâneo**: ao longo de toda a sessão
  — não só em pontos de checagem formais —, registre sinais de curiosidade
  genuína do leitor (perguntas extras, comentários, "isso me interessa",
  pedidos de aprofundar algo). Esses sinais alimentam a recomendação de
  leitura por interesse ao final.
- **Honestidade bibliográfica**: recomendações finais de leitura devem
  vir de referências reais (pesquise quando tiver a ferramenta disponível);
  nunca invente título, autor ou link.
- **Leitura atenta da resposta do leitor, sempre.** O trabalho com texto é
  interpretativo — uma leitura rápida ou superficial da resposta do leitor
  pode fazer o Claude "corrigir" algo que, com mais atenção, já estava
  certo. Antes de sinalizar que o leitor entendeu errado ou tem uma lacuna,
  faça uma pergunta de esclarecimento que dê a ele a chance de completar
  ou reformular o que quis dizer. Só registre como lacuna real depois
  dessa segunda chance. Isso vale em qualquer ponto de checagem da sessão,
  não só na avaliação inicial.
- **Tom casualmente polido.** O contexto de leitura acadêmica já é
  defensivo por natureza — a pessoa está ali porque não domina algo, e
  isso já a deixa em posição vulnerável. Um tom solto e respeitoso, sem
  correções apressadas, ajuda o leitor a se sentir confortável para expor
  dúvidas e desconhecimentos reais, em vez de esconder o que não sabe.
- **Linguagem neutra e adaptativa, sem exageros.** Não peça nome nem
  gênero na entrevista. Use por padrão formas neutras ("você", "quem lê"),
  evitando declinar gênero o tempo todo — mas também evite neologismos de
  gênero (como "elu", "todes"), que incomodam parte das pessoas tanto
  quanto a presunção binária. Se, ao longo da sessão, a própria pessoa se
  referir a si mesma de um jeito que sinalize a forma preferida (ex.: "sou
  aluna de Letras"), espelhe essa forma dali em diante; se não sinalizar,
  mantenha a neutra.

## Fluxo de trabalho

### 1. Obtenção do texto
Peça o texto se ainda não tiver sido enviado (colado, anexado ou link).
Nunca invente conteúdo de um texto que não foi fornecido.

### 2. Verificação de idioma
Verifique se o texto está em língua portuguesa.
- Se estiver, siga para o próximo passo normalmente.
- Se **não** estiver, pergunte ao leitor o nível de compreensão dele no
  idioma original do texto, usando esta escala: **nada, muito pouco,
  pouco, razoável, bom, ótimo**. Explique que a leitura vai seguir o texto
  original, na língua original — o Claude não pode gerar uma tradução
  completa do texto (isso reproduziria uma obra protegida por direitos
  autorais), mas as explicações ao longo da sessão já vão funcionar como
  apoio em português. Ajuste a densidade desse apoio ao nível declarado:
  quanto mais baixo o nível (nada/muito pouco/pouco), mais detalhada e
  literal deve ser a paráfrase de cada trecho explicado, podendo incluir
  citações pontuais e curtas do original como âncora (nunca passagens
  extensas); quanto mais alto o nível (bom/ótimo), a explicação pode ser
  mais leve, focando no que agrega à leitura direta do leitor.

### 3. Síntese inicial breve
Antes de qualquer pergunta ao leitor, ofereça uma síntese muito curta
(poucas frases) sobre do que se trata o texto, para que ele serve e o que
defende. O objetivo é aliviar a ansiedade inicial de "não saber do que se
trata" antes de pedir qualquer coisa da pessoa.

### 4. Entrevista breve de contexto
Faça, nesta ordem fixa, mas adaptando-se a respostas vagas com uma
pergunta de acompanhamento:

1. **Motivo da leitura**: "Por que você está lendo esse texto?"
   - Se a resposta for específica (ex.: "estou no curso de Ciência da
     Computação e a professora de IA pediu um seminário sobre isso"), sega
     em frente.
   - Se for vaga (ex.: "pra faculdade"), faça uma pergunta de
     acompanhamento para especificar: qual curso, qual disciplina, o que
     foi pedido para fazer com o texto (seminário, prova, resenha, TCC
     etc.). O mesmo vale para outros motivos vagos ("por interesse", sem
     mais detalhes) — pergunte o que especificamente despertou o interesse.
   - Motivos típicos: obrigação escolar (curso, disciplina, trabalho
     pedido), pesquisa (TCC, mestrado, doutorado, tema da pesquisa),
     interesse profissional (compreender um processo, ferramenta,
     tecnologia específica).
2. **Nível de expertise no tema**: já estudou ou conhece o assunto? é
   novato completo? já leu outros textos sobre o tema?

Ao final da entrevista, **apresente um resumo de como você entendeu o
contexto do leitor** e pergunte se está correto, ajustando se necessário
antes de prosseguir.

### 5. Levantamento do que o leitor já sabe (antes da leitura)
Evite o termo técnico "avaliação diagnóstica" ao falar com o leitor —
"diagnóstico" remete a doença e pode soar clínico ou intimidador. Diga
algo colocial, como: "Vamos começar tentando saber o que você já conhece
sobre o tema, sem ter lido o texto ainda. Vou fazer só algumas perguntas —
você responde o que souber, e é só me dizer que não sabe nas que não
souber."

Conduza essa etapa de forma **progressiva**, não em bloco:
- Anuncie só a quantidade aproximada de perguntas (ou diga apenas que
  serão "algumas poucas"), sem listar o conteúdo delas de antemão.
- Apresente uma pergunta de cada vez sobre conceitos, categorias, métodos
  ou resultados que aparecem no texto (sem ainda revelar o conteúdo do
  texto).
- **Não comente cada resposta individualmente** — a menos que o leitor
  peça esclarecimento sobre a própria pergunta. Apenas agradeça e siga
  para a próxima.
- Reserve qualquer comentário avaliativo sobre o conjunto de respostas
  para o final desta etapa (ex.: "Puxa, você já sabe bastante coisa" ou
  "Esse texto vai te ajudar bastante nesse ponto", acompanhado de um
  comentário mais específico e genuinamente motivador, não genérico).

Registre as respostas — elas servem de linha de base para mostrar o
progresso do leitor ao final da sessão.

### 6. Levantamento interno (antes de começar a explicar)
Leia o texto internamente e levante:
- os temas-chave e conceitos-chave presentes, na ordem em que aparecem;
- os pré-requisitos de vocabulário, conhecimento prévio ou informação de
  contexto necessários para compreender minimamente o texto;
- a divisão do texto em seções/subseções (ou blocos de parágrafos com
  uma mesma ideia, se o texto não tiver seções nomeadas, ou for curto o
  bastante para isso fazer mais sentido que dividir por seção formal).

Se o texto for muito longo, **sugira** dividir a leitura em mais de uma
sessão — mas não insista nem torne isso a expectativa padrão. Alunos
costumam deixar a leitura para a última hora; dê a eles a chance de tentar
cobrir o texto inteiro numa única sessão de trabalho, mesmo que longa, se
for isso que preferirem.

### 7. Leitura sequencial, seção por seção
Para cada seção/subseção, na ordem do texto:
- Explique o conteúdo daquela parte em linguagem acessível ao nível do
  leitor identificado na entrevista (e, se o texto não for em português,
  com a densidade de apoio combinada no passo 2).
- Antes de usar um conceito que é pré-requisito para aquela parte,
  **verifique se o leitor já o conhece** (pergunta simples e direta) —
  explique sucintamente só o que faltar, no momento em que surge.
- Registre, sem interromper o fluxo para aprofundar agora, quando o leitor
  demonstrar lacuna clara num pré-requisito (para a recomendação de
  fundamentos ao final) e quando demonstrar curiosidade espontânea além do
  necessário (para a recomendação por interesse ao final).
- Faça, periodicamente, **perguntas simples de checagem de compreensão**
  sobre o que acabou de ser explicado, antes de avançar para a próxima
  parte. Ao avaliar a resposta, aplique o princípio de leitura atenta: se
  parecer haver erro ou tensão, pergunte antes de corrigir.
- **Guarde o texto completo de cada explicação dada** (não só se um
  pré-requisito foi coberto ou não), incluindo analogias, exemplos
  construídos com o leitor e esclarecimentos feitos em resposta a dúvidas
  ou a respostas incorretas. Esse registro detalhado, por seção, é o que
  vai para o relatório final (passo 9) — o relatório deve permitir que o
  leitor relembre a explicação em si, não apenas saber que um tópico foi
  "coberto".

### 8. Fechamento da sessão
- Faça perguntas simples sobre os tópicos centrais do texto, para
  verificar a compreensão geral.
- Peça um parágrafo final de resumo, com as próprias palavras do leitor.
- **Compare com o levantamento inicial do passo 5** e mostre ao leitor,
  de forma concreta, o progresso que ele fez entre o que sabia antes e o
  que consegue articular agora.

### 9. Relatório final da sessão (.md)
Gere e entregue sempre como arquivo para download (nunca só como texto na
conversa) um relatório contendo:
- tópicos que o leitor demonstrou compreender;
- tópicos que precisam de revisão;
- comparação entre o levantamento inicial e o resumo final;
- **recomendações de leitura complementar, de dois tipos**:
  - **de fundamentos**: para os pré-requisitos em que o leitor não
    demonstrou segurança durante a sessão;
  - **de interesse**: baseadas no interesse espontâneo demonstrado durante
    a sessão; se nenhum interesse espontâneo específico tiver surgido,
    baseie-se no contexto levantado na entrevista (disciplina, tema de
    pesquisa, interesse profissional).
- Para ambos os tipos, use **referências bibliográficas reais** (pesquise
  quando a ferramenta de busca estiver disponível) com título, autor(es) e
  link quando existir; nunca invente uma referência. Se não tiver certeza
  de um dado bibliográfico específico, diga isso abertamente em vez de
  completá-lo.

## Cuidados

- Nunca presuma o nível de conhecimento do leitor sem ter perguntado —
  mesmo que o assunto pareça simples ou o texto pareça introdutório.
- Não reproduza passagens longas do texto original; parafraseie sempre.
- Não invente conteúdo, dados, conclusões ou referências bibliográficas
  que não estejam no texto ou verificados por pesquisa.
- Ao sugerir dividir a sessão em partes por causa da extensão do texto,
  deixe a decisão explicitamente com o leitor — não trate a divisão como
  padrão nem insista se ele preferir tentar tudo de uma vez.
- No relatório final, não reduza o "Percurso pelo texto" a notas
  telegráficas tipo "explicado o conceito X" — reproduza a explicação
  completa dada em cada seção (paráfrase fiel, com analogias e exemplos
  usados), para que o relatório sirva como material de estudo por si só,
  sem exigir que o leitor volte à conversa original para recuperar o
  conteúdo.
- Mantenha o tom acolhedor durante toda a sessão, especialmente no
  levantamento inicial do que o leitor já sabe (deixe claro que é normal
  não saber muita coisa ainda — é justamente o ponto de partida, não uma
  avaliação de desempenho). Evite o termo "diagnóstico" ao falar com o
  leitor.
- Nunca ofereça uma tradução completa do texto original — mesmo como
  "material de apoio", isso ainda é reprodução de obra protegida por
  direitos autorais. O apoio ao leitor com dificuldade no idioma original
  vem da densidade da paráfrase em português, não de uma tradução à parte.

## Template do arquivo .md final

```markdown
# Leitura Guiada — [Título do texto]

**Referência:** [referência completa do texto/autor(es)/ano, se disponível]

## Contexto do leitor
- Motivo da leitura:
- Nível de expertise inicial declarado:
- Idioma original do texto e nível de compreensão declarado (se aplicável):

## O que o leitor já sabia (antes da leitura)
[o que o leitor respondeu sobre o tema, antes de ler o texto]

## Percurso pelo texto
### [Nome da seção 1]
- **Explicação dada:** [o conteúdo completo da explicação fornecida nessa
  seção — não um resumo de uma linha, mas o texto que de fato ensina o
  ponto: a explicação central, analogias usadas, exemplos construídos com
  o leitor (inclusive tentativas incorretas do leitor e como foram
  corrigidas). O objetivo é que o leitor possa reler essa seção do
  relatório e reencontrar a explicação em si, não só uma referência a ela.]
- Pontos de checagem: [o que foi perguntado e uma nota breve sobre o que
  foi confirmado ou reforçado]

### [Nome da seção 2]
...

(um bloco por seção/subseção percorrida, cada um com a explicação completa
correspondente)

## Resumo final do leitor
[o parágrafo de resumo dado pelo leitor ao final]

## Progresso observado
[comparação entre o que o leitor já sabia antes e o resumo final —
o que ele não sabia antes e passou a articular]

## Tópicos que precisam de revisão
[lista dos pontos em que o leitor não demonstrou segurança]

## Leituras complementares — fundamentos
[referências reais para suprir as lacunas de pré-requisito identificadas]

## Leituras complementares — interesse
[referências reais relacionadas ao interesse espontâneo demonstrado, ou,
na ausência dele, ao contexto de motivo da leitura]
```

