Documenter - Documentação por Nível de Decisão
Documentação existe para responder perguntas antes que alguém precise fazer a pergunta. Cada nível de decisão tem seu próprio tipo de documentação.
Governanca Global
Esta skill herda comportamento base de GLOBAL.md e destas policies:
policies/execution.mdpolicies/handoffs.mdpolicies/persistence.mdpolicies/token-efficiency.mdpolicies/writing-clarity.mdpolicies/anti-ai-writing.md← antes de finalizar qualquer doc que humanos vão lerpolicies/evals.mdpolicies/search-first.mdpolicies/iterative-retrieval.mdpolicies/source-driven.mdpolicies/verification-before-completion.md
Se houver conflito entre instrucoes, a hierarquia global do kit prevalece.
Para templates completos de feature, ADR, runbook e playbook, consultar docs/skill-guides/documenter-templates.md apenas quando necessario.
Quando Usar
- Registrar feature, contrato, arquitetura, operacao ou runbook
- Atualizar documentacao apos decisao, mudanca de fluxo ou alteracao de contrato
- Consolidar conhecimento util para proxima iteracao
Quando Nao Usar
- Para comentar linha de codigo obvia
- Para duplicar informacao ja existente em outra doc sem necessidade
- Para substituir review tecnico ou QA
Entradas Esperadas
- Artefatos da feature ou da mudanca
- Decisoes tecnicas e trade-offs
- Contratos de API e regras de negocio
- Contexto operacional relevante
Saidas Esperadas
- Documentacao atualizada no nivel correto
- Registro de decisao quando houver impacto arquitetural ou operacional
- Handoff curto com o que mudou e onde foi registrado
Responsabilidades
- Documentar features com objetivo, regras de negócio e critérios de aceitação
- Documentar contratos de API como fonte de verdade entre front e back
- Documentar arquitetura e decisões técnicas relevantes (ADRs)
- Documentar setup, deploy e operação do sistema
- Manter documentação atualizada junto com o código
- Nunca documentar o óbvio — código limpo é a melhor documentação de implementação
Os 4 Níveis de Documentação
Nível 1: Produto/Feature — POR QUE existe
Responde: qual problema resolve, para quem, com quais regras.
Conteúdo obrigatório:
- Objetivo: o que a feature faz e por que existe
- Regras de negócio: todas as regras, sem exceção
- Fluxo do usuário: happy path completo
- Casos de borda: tudo que pode dar errado ou fugir do fluxo principal
- Critérios de aceitação: condições verificáveis de DADO/QUANDO/ENTÃO
Nível 2: Contrato/API — COMO se comunica
Responde: qual endpoint chamar, com quais dados, e o que esperar de volta.
Conteúdo obrigatório:
- Endpoints: método, path, descrição
- Autenticação: tipo de token, headers necessários
- Request: body, query params, path params com tipos e validações
- Response: formato de sucesso e erro com exemplos reais
- Códigos de erro: todos os códigos possíveis com descrição
- Paginação: formato padrão de paginação
- Exemplos: curl ou equivalente para cada endpoint
Nível 3: Implementação — COMO foi construído
Responde: qual a estrutura, quais padrões, por que essa decisão técnica.
Conteúdo obrigatório:
- Arquitetura frontend: estrutura de pastas, gerenciamento de estado, roteamento
- Arquitetura backend: camadas, patterns, fluxo de request
- Componentes reutilizáveis: catálogo de componentes compartilhados e como usar
- Padrões adotados: patterns do projeto com justificativa
- ADRs: toda decisão técnica significativa registrada
Nível 4: Operação — COMO roda
Responde: como subir, como deployar, como monitorar, como resolver problemas.
Conteúdo obrigatório:
- Setup local: do zero ao projeto rodando, passo a passo
- Deploy: pipeline, ambientes, processo de release
- Observabilidade: logs, métricas, alertas, dashboards
- Troubleshooting: problemas conhecidos e como resolver
Runbooks e Playbooks
Manter runbooks em docs/ops/runbooks/.
Para templates completos de runbook e playbook, consultar docs/skill-guides/documenter-templates.md.
Estrutura de Diretórios
docs/
README.md
features/
<feature-name>/
README.md
rules.md
flow.md
api.md
ui.md
architecture/
overview.md
frontend.md
backend.md
decisions/
adr-NNN-*.md
api/
README.md
errors.md
pagination.md
ops/
setup.md
deploy.md
observability.md
context/
current-focus.md
history.md
plans/
O diretório context/ é gerenciado pelo Context Manager. O diretório plans/ armazena planos de implementação.
Templates de Feature e ADR
Usar templates/doc-update.md para atualizacao curta e docs/skill-guides/documenter-templates.md quando precisar dos templates completos de feature, ADR, runbook e playbook.
Regras de Documentação
- Documente PADRÕES, não JSX — código muda toda hora, padrões não. Documente a convenção, não a linha de código
- Feature é a unidade central — toda documentação gravita ao redor de features. Uma feature tem regras, fluxos, API, UI, tudo junto
- API é contrato — a documentação de API é o contrato entre front e back. Se mudou na doc, muda no código. Se mudou no código, muda na doc
- Nunca repita informação — se a regra de negócio está em
rules.md, não repita emapi.md. Faça referência - Nunca misture regras de negócio com detalhes de implementação — "Usuário só pode ter 3 posts por dia" é regra de negócio. "Usamos Redis para cache do contador" é implementação. Cada um no seu lugar
- Toda documentação responde: O que é? Por que existe? Como funciona? Onde fica? O que fala com o que? O que pode quebrar?
Checkpoint antes de finalizar: buscar (grep) o mesmo fato/regra em outros arquivos de doc do projeto — se aparecer em 2+ lugares com texto divergente, isso já é a regra 4 quebrada, não uma coincidência inofensiva. Substituir a duplicata por referência ao arquivo canônico e reler o resultado; se ainda houver repetição, repetir a busca antes de considerar a doc pronta.
Quando Documentar
Documentação é escrita DURANTE o desenvolvimento, não depois.
- Antes de codar: regras de negócio e critérios de aceitação
- Durante o design: contratos de API e decisões de arquitetura (ADRs)
- Durante a implementação: padrões e componentes reutilizáveis
- Antes do deploy: setup e operação
Documentação escrita depois do fato é incompleta por definição. Ninguém lembra de tudo.
Código Limpo: Zero Comentários
Codigo bem escrito prioriza clareza. Comentarios so fazem sentido quando explicam contexto nao obvio, restricoes externas ou workarounds temporarios.
Exceções permitidas:
- Links para documentação externa ou RFCs
- Workarounds temporários com link para o ticket de correção
- Regex complexa com explicação do que faz
Tudo mais é sinal de que o código precisa de refatoração, não de comentário.
Evidencia de Conclusao
- Mudanca documentada no nivel correto
- Arquivos de documentacao atualizados ou criados
- Relacao entre decisao e impacto registrada quando necessario
Diagramas em Docs e ADRs
Nem toda decisão de nível 3 (arquitetura) ou nível 1 (fluxo de usuário) se explica melhor em prosa. Antes de desenhar, perguntar: o leitor aprende mais com isso do que com um parágrafo bem escrito? Se não, não desenhar — lista ou tabela resolve.
Quando vale desenhar, usar a skill global artifact-diagramming (carregada via Skill tool — builtin do harness, "Diagramming know-how for Artifacts") para a técnica de desenho em Artifact (SVG inline, legibilidade em ambos os temas). Esta seção cobre outra coisa: qual tipo de diagrama usar para cada tipo de decisão documentada aqui.
Tipos de diagrama por nível de documentação
Tabela curada — não é a lista completa de 39 tipos do catálogo fonte (ver ## Fontes), só os que mapeiam direto para os quatro níveis desta skill:
| Tipo | Uso no contexto desta skill |
|---|---|
| Architecture | Nível 3 — componentes + conexões (frontend, backend, DB, cache, filas) |
| Flowchart | Nível 1 — lógica de decisão de um fluxo de usuário ou regra de negócio |
| Sequence | Nível 2 — troca de mensagens entre client/API/serviço ao longo do tempo (bom para documentar um endpoint com retry/refresh de token) |
| ER / data model | Nível 3 — entidades + campos quando o schema em si não basta como documentação |
| State machine | Nível 3 — estados + transições de uma entidade com ciclo de vida (pedido, assinatura, job) |
| Swimlane | Nível 1 — fluxo cross-funcional (que atravessa mais de um ator/sistema) |
| Timeline | Nível 4 (runbook) ou release notes — eventos em ordem, útil em changelog complexo |
| Deployment | Nível 4 — zonas, hosts e artefatos; runbook de operação/deploy |
| Dependency graph | Nível 3 — fan-in entre módulos; complementa achado de god node do graphify |
Fora desses nove, o catálogo fonte cobre outros 30 tipos (quadrant, radar, kanban, gantt, treemap, venn, wardley, uml-class, db-schema físico, etc.) — úteis fora do escopo desta skill (planejamento, produto, dados). Consultar o repo diretamente se a decisão a documentar não se encaixar em nenhuma linha acima.
Verificação geométrica como princípio, não como script
O catálogo fonte não confia em revisão visual para aprovar um diagrama — ele roda scripts que verificam a geometria do SVG (ex.: se uma label de seta ficou coberta pelo nó pintado depois dela, o defeito só aparece ao renderizar, não ao ler o código; revisão visual e até outros linters de estilo/acessibilidade passam sem notar). Essa disciplina é portável como prática, mesmo sem portar o script Python específico deles:
Depois de gerar um diagrama de arquitetura, sequência ou fluxo nesta skill, conferir manualmente (ou pedir ao agente que confira antes de considerar o diagrama pronto):
- toda seta tem origem e destino que existem no diagrama — nenhuma aponta para um nó que não foi desenhado
- não há nó órfão — todo componente desenhado participa de pelo menos uma conexão, ou está explicitamente marcado como isolado
- nenhuma label de seta ou anotação fica visualmente sobreposta por outro elemento desenhado depois dela na ordem de pintura
- a ordem de pintura (fundo → zonas → conexões → labels → nós) é intencional, não acidental — nós devem cobrir conexões que passam atrás deles, não labels
Isso não substitui teste automatizado quando o diagrama for gerado por script/CI; é o mínimo de rigor para um diagrama feito à mão ou por agente antes de entrar em doc publicada.
Roteamento de Representação (além de diagrama)
Antes de decidir qual tipo de diagrama, decidir se o conteúdo é diagrama de verdade ou outra coisa que passa mais fácil como texto. Nem toda informação estruturada precisa virar desenho — a pergunta certa é "qual representação faz o leitor gastar menos esforço para extrair o dado".
| Natureza do conteúdo | Representação | Quando NÃO usar |
|---|---|---|
| Fluxo com decisão/branching, processo passo a passo | Mermaid flowchart | Se o fluxo é linear sem ramificação — vira lista numerada |
| Estrutura de componentes/camadas fixa | CSS Grid ou tabela | Se os componentes têm muitas relações cruzadas — vira diagrama de dependência (ver tabela acima) |
| Comparação de valores entre categorias, série temporal | Tabela HTML (estático) ou Chart.js (interativo/dashboard) | Se são só 2-3 números — prosa resolve, gráfico é ruído |
| Dados tabulares com múltiplas colunas | Tabela markdown/HTML | Se cada linha tem texto longo — vira lista com subitens, tabela fica ilegível |
| Relação hierárquica simples (pai/filho, categoria/item) | Lista aninhada ou Mermaid graph TD |
Se a hierarquia tem 1 nível só — não precisa de estrutura visual |
Regra de decisão: se o conteúdo cabe numa tabela de até ~6 colunas sem quebrar, preferir tabela sobre diagrama — tabela é mais fácil de escanear e de manter atualizada que um SVG ou definição Mermaid.
Handoff
Seguir policies/handoffs.md e, quando util, templates/doc-update.md.
Fontes
- Catálogo de 39 tipos de diagrama editorial (architecture, flowchart, sequence, ER, state, swimlane, timeline, deployment, dependency graph, entre outros) e o princípio de verificação geométrica de label (
scripts/verify-geometry.py, documentado emdocs/adr/0005-label-geometry-is-verified.md) vêm de cathrynlavery/diagram-design (MIT) — curados aqui como tabela de nove tipos mapeados aos quatro níveis de documentação desta skill, e como prática recomendada descrita em texto; os templates HTML+SVG completos e os scriptsverify-*.pynão foram portados — gap medido por grep em "diagram" no kit antes de curar (só menções esparsas nas skills 44, 51 e emskills/02-ui-ux-design/data/charts.csv, sem catálogo dedicado de tipos com verificação). - Tabela de "Roteamento de Representação" acima (Mermaid vs. grid vs. tabela vs. Chart.js) inspirada no core de roteamento de conteúdo de nicobailon/visual-explainer (MIT) — os quatro slash commands do projeto original (
/diff-review,/plan-review,/project-recap,/generate-slides) não foram adotados por sobreporem as skills 11, 53, 31/45 respectivamente.
Integração com Pipeline
- skill 48 (research-prep): roda antes desta skill quando o tópico a documentar requer pesquisa externa (tecnologia nova, comparativo de abordagens, ADR baseado em evidência). Passar
memory/research/<slug>.mdcomo fonte de verdade para a documentação.
Modo Repo-Wiki e inteligência de repositório
Quando o pedido for documentar um repositório inteiro, uma arquitetura desconhecida, um legado ou uma mudança transversal, carregar docs/skill-guides/documenter-repository-intelligence.md. Esse modo incorpora a análise estruturada do Litho/deepwiki-rs ao modelo do kit sem instalar um runtime Rust, depender de uma API externa ou transformar inferência em fato.
O modo Repo-Wiki deve:
- excluir qualquer arquivo/pasta com componente iniciado por ponto, gitignored, symlink/junction, dependências, builds e logs ANTES de abrir arquivos; descobrir entry points e código permitido;
- construir um inventário de símbolos, responsabilidades, interfaces, dependências e evidências;
- pesquisar em trilhas independentes: contexto do sistema, regras de negócio, arquitetura, workflows, boundaries, contratos, segurança, automações/RPA, banco de dados quando houver SQL e módulos centrais;
- compor Markdown e um site HTML estático, navegável, pesquisável, responsivo e sem dependências externas, incluindo arquitetura/organograma quando houver nós e relações revisados;
- gerar uma matriz de melhorias do repositório cobrindo produto, UX/acessibilidade, arquitetura, segurança/privacidade, performance/custo, operação, dados/contratos, testes, DX/dependências/docs, automações/RPA e deploy;
- validar links, fences, Mermaid/SVG, busca offline, cobertura, duplicatas, placeholders e ausência de requests externos antes do handoff;
- registrar SHA/revisão analisada, escopo, lacunas, confiança, métricas do run e status de cada trilha.
Modos de execução
- Full: descoberta + pesquisa + composição + verificação. Use para onboarding, legado ou arquitetura desconhecida.
- Incremental: recalcular apenas arquivos alterados e dependentes, preservando documentos não afetados.
- Focused: restringir a um módulo, boundary, workflow ou schema e gerar apenas o subconjunto correspondente.
- Drift: comparar a documentação existente com o código atual e produzir gaps, sem reescrever automaticamente.
Contrato de evidência
Cada regra exige leitura semântica de código executável: condição, efeito, exceções, domínio, natureza (produto, operação ou exemplo), verificação e trecho exato. Listar arquivos, símbolos ou matches de palavras-chave NÃO extrai regras. Documentos, logs e instruções de agentes não são evidência de comportamento. Nunca abrir pastas ocultas para esse levantamento, nem reutilizar seu conteúdo via cache ou páginas de evidência antigas.
Registrar a revisão em analysis.json (schema de entrada 2, contrato no guia): arquivos lidos com SHA-256 e achados com trechos exatos. O compilador valida os hashes e gera âncoras [evidence: caminho:linha]; o report.json emitido usa schema 3. Snippets sensíveis são recusados e o builder aplica mascaramento em defesa adicional. observed significa observado estaticamente, não executado; inferred marca interpretação ou proposta. Verificação em runtime é relatada separadamente. Nunca escrever “sempre atualizado”, “completo” ou “funciona” sem prova correspondente.
O compilador marca trilhas como partial ou not_reviewed; ausência de achados não prova ausência no projeto. Publicar arquivos inventariados versus realmente revisados. RPA só é considerado operacional com processo e execução comprovados; um helper de instruções de browser não executa RPA.
Arquitetura é documentada em uma seção própria de analysis.json: resumo, nós e relações com evidência exata. contexts e levels opcionais separam contexto, containers e componentes, evitando misturar runtime, aplicação consumidora, template e benchmark. O gerador valida IDs, destinos, confiança e evidências, compõe architecture.md com mapa de módulos e bloco Mermaid, e o builder transforma o bloco em SVG local no site. Relações observed vêm de import/call/configuração visível; inferred são hipóteses rastreáveis. Não desenhar organograma de pessoas, ownership ou deploy sem evidência correspondente.
A página overview.md resume o sistema para onboarding: propósito, público/consumidor, tecnologias e versões, pontos de entrada, comandos úteis, estrutura relevante e limites. Cada item técnico deve ter evidência de manifesto, configuração ou código; templates e benchmarks são identificados como auxiliares, não misturados com a stack principal.
Saída canônica
Por padrão, gerar em docs/repo-wiki/ para não sobrescrever feature docs, contratos ou ADRs existentes:
docs/repo-wiki/
README.md # índice e escopo do snapshot
overview.md # contexto C4 nível 1
architecture.md # containers, componentes e dependências
workflows.md # fluxos e sequência de dados
boundaries.md # CLI, API, rotas, integrações e configuração
database.md # schema/SQL ou not_applicable explícito
verification.md # comandos executados e limites da prova
modules/ # índice e deep dives dos módulos centrais
runtime.json # resultado opcional do runner seguro de build/test
site/ # HTML offline + busca + evidências locais
report.json # métricas, warnings, SHA, delta e cobertura
Execução local do Repo-Wiki
node scripts/run-repo-wiki-runtime.mjs --repo . --output docs/repo-wiki/runtime.json --allow-execution
node scripts/generate-repo-wiki.mjs --repo . --output docs/repo-wiki --mode Full --analysis docs/repo-wiki/analysis.json --runtime docs/repo-wiki/runtime.json
node scripts/build-repo-wiki.mjs --repo . --docs docs/repo-wiki --site docs/repo-wiki/site
node scripts/verify-repo-wiki.mjs --docs docs/repo-wiki --site docs/repo-wiki/site --json
Antes do comando, o agente deve ler as fontes permitidas e escrever a análise. Sem --analysis, o CLI produz apenas inventário e páginas pendentes. O runner opcional executa somente scripts build e test declarados no package escolhido, exige --allow-execution e grava saída sanitizada. O CLI aceita Full, Focused, Incremental e Drift: Focused restringe o inventário com --focus; Incremental registra delta e não reutiliza semântica sem reapresentação evidenciada; Drift escreve drift.json sem reescrever docs. A saída base publica README, overview, architecture, workflows, boundaries, database, verification e as cinco trilhas funcionais; modules/index.md e deep dives são adicionados quando houver módulos. Sem essas seções, as páginas correspondentes permanecem explicitamente not_reviewed ou not_applicable; não são preenchidas com texto ou diagrama genérico. O HTML usa apenas o manifesto do relatório, busca local, filtros por trilha, snippets citados e SVG local para Mermaid; não copia arquivos-fonte inteiros nem republica páginas antigas fora do manifesto.
Destino e handoff obrigatório
Se --repo não for informado, o alvo é o diretório corrente (process.cwd()). Portanto, ao rodar a skill dentro de um projeto, a saída padrão fica nesse próprio projeto:
<projeto>/docs/repo-wiki/README.md
<projeto>/docs/repo-wiki/report.json
<projeto>/docs/repo-wiki/site/index.html
O agente deve informar no handoff o caminho absoluto do repositório analisado, da pasta Markdown, do report.json e do site/index.html, além do número de arquivos inventariados/revisados, trilhas pendentes e verificações executadas. Se usar --repo, --output ou --site, deve informar os caminhos efetivos retornados pelos comandos, não repetir o default. O JSON de cada comando também retorna repo, markdown_dir, report, site e index para evitar ambiguidade.
Se o projeto já tiver uma árvore canônica, atualizar os arquivos correspondentes e registrar a decisão no handoff; não criar uma segunda fonte de verdade.
Limites do porte
Foram portados os padrões e o fluxo de trabalho, não o código Rust do upstream. O leitor Litho Book e o produto Terrain ficam fora desta skill; Mermaid é validado pelo verificador local do kit, e a análise usa as ferramentas e políticas já disponíveis na superfície do agente.
O gate de conclusão exige Markdown válido e, quando o site é solicitado, HTML construído, links locais resolvidos, busca offline presente e external_requests: 0. Isso prova o artefato local; não substitui validação de domínio, teste de segurança em runtime ou execução real de uma automação.