Process Documenter
Descrição
Lê a configuração de um pipe do Pipefy e escreve a documentação do processo: por
onde o trabalho entra, quais fases existem e em que ordem, o que cada fase exige
para o card sair dela, onde há prazo, o que já é feito por automação, quem
participa e quais caminhos de exceção estão previstos.
Duas entregas, escolhidas pelo pedido do usuário e não por padrão:
- Procedimento operacional. Para quem executa: o que fazer em cada fase, na
ordem, com o que é obrigatório e o que acontece sozinho.
- Mapa de configuração. Para quem revisa ou audita: o que está configurado,
o que está desligado, o que está previsto e não é usado, e onde a configuração
não sustenta o que a documentação precisaria afirmar.
Três fontes, com autoridade diferente, e a skill nunca as mistura:
- A configuração diz o que o sistema exige. É a única fonte que vale como
regra.
- Os cards dizem o que o time faz. Servem para confirmar ou contradizer a
configuração, nunca para inventar regra que ela não tem.
- O motivo não está em lugar nenhum. Por que a alçada é de dez dias, por que
aquele campo é obrigatório, qual norma exige aquele anexo: nada disso está na
API. Vai marcado como pendente de confirmação com o dono do processo, jamais
preenchido por dedução.
Esta skill lê. Não altera nada no Pipefy: nem fase, nem campo, nem automação,
nem descrição.
Usa apenas as ferramentas do MCP do Pipefy. Não há script nem dependência a
instalar: só este arquivo e os arquivos de referência ao lado dele.
Quando usar
- Alguém novo assume o processo e não existe documentação.
- Auditoria, certificação ou cliente pede o procedimento escrito.
- Antes de redesenhar um processo, para registrar como ele está hoje.
- Para treinar quem vai operar o pipe.
- Para descobrir o que a configuração exige de fato, quando a documentação
existente e a prática divergem.
Para diagnóstico, com gargalo, retrabalho e prazo violado, use a skill
process-health: esta aqui descreve o processo, não o julga. Para um card
específico, use card-summarizer.
Referências
Este arquivo é o fluxo. O detalhe mora em references/, e cada arquivo é lido
no passo que precisa dele, não antes.
| Arquivo |
Quando ler |
O que tem |
references/collect.md |
antes do passo 1 |
inputs, queries GraphQL, chamadas de configuração, amostra de prática, estado a manter |
references/document.md |
no passo 3 |
seções do documento, como derivar critério de saída, limiares de divergência, guardas e o que cada afirmação exige |
references/response.md |
no passo 4 |
formato das duas entregas, linguagem, tabela de lacunas, fechamento |
references/publish.md |
só se o usuário pedir para publicar |
conteúdo da página, design system, composição, publicação |
Fluxo
1. Coletar a configuração. Leia references/collect.md e siga: estrutura do
pipe, formulário de entrada, campos por fase, automações, condições de campo,
etiquetas, membros, agentes de IA e conexões com outros processos.
2. Amostrar a prática. Ainda em references/collect.md. Uma amostra pequena
de cards, agregada por página, serve para uma pergunta só: o que a configuração
prevê está sendo usado? Ela não mede desempenho. Se você começar a calcular
mediana de fase, parou de documentar e virou a process-health com amostra
insuficiente.
3. Documentar. Leia references/document.md. Monte o documento fase por
fase, derive o critério de saída das três fontes que o produzem, registre as
divergências entre o previsto e o observado, e marque como lacuna tudo que a
configuração não afirma. Lacuna declarada é entrega; lacuna preenchida por
dedução é documentação errada, que é pior que nenhuma.
4. Responder. Leia references/response.md e escolha a entrega pelo que o
usuário pediu. A entrega é tabular: uma linha por fase e uma tabela de lacunas,
com legenda de uma linha. Documento em prosa parece completo e não é consultável,
porque quem abre tem uma pergunta sobre uma fase e precisa achar a linha dela sem
ler as outras. O que não couber na linha é lacuna, não texto.
5. Perguntar o que vem depois, de forma interativa. Feche com a ferramenta de
pergunta interativa do ambiente (AskUserQuestion no Claude Code), não com uma
frase solta. Uma pergunta, escolha única, com as opções da seção "Fechamento" de
references/response.md.
6. Publicar, só se pedirem. Nunca publique por iniciativa própria. Quando o
usuário escolher publicar, leia references/publish.md, use a ferramenta
Artifact e entregue o link. Não gere arquivo HTML local. O artefato nasce
privado, e quem decide abrir é o usuário.
Governança
- Nada de vocabulário de API na tela, em nenhum momento. A proibição não vale
só para o documento final: vale para o que você escreve enquanto coleta. Não
narre nome de ferramenta, de consulta ou de campo da API, nem em relato de
progresso, nem em aviso de erro, nem para justificar uma lacuna. Em vez de
"chamando get_automations", escreva "lendo as automações do processo"; em vez de
"get_field_conditions falhou", escreva "não consegui ler as regras de campo, e
por isso elas ficam como lacuna". Os identificadores existem dentro da chamada
de ferramenta, e é lá que eles ficam. A lista do que nunca aparece está em
references/response.md.
- Documento sem data de leitura envelhece sem ninguém notar. Toda entrega
declara a data da coleta e que descreve a configuração daquele momento. Pipe
muda, e documentação que parece atemporal é a que engana.
- Os valores dos campos passam pelo seu contexto na amostra de prática, porque a
API não permite pedir apenas o preenchimento. O documento descreve o campo, não
o conteúdo dele: nunca transcreva valor de campo de card. Cite exemplo apenas
quando ele vier da configuração, como as opções de uma escolha única.
- Em pipe com dado sensível (folha de pagamento, saúde, jurídico de pessoa
física), avise o usuário antes de coletar a amostra de prática. A configuração
sozinha não traz dado de pessoa.
- Nomes de pessoas. Membros e responsáveis aparecem no documento como papel,
não como lista de nomes, a menos que o usuário peça o contrário. Procedimento
nominal fica errado na primeira mudança de time.
- Ao compartilhar, confira se o público pode ver aquele processo. Documentação
circula mais que relatório, e ela expõe a estrutura inteira.
- Nada é preenchido por semelhança. Você conhece processos parecidos e isso é
uma armadilha aqui: nunca escreva a etapa que "normalmente existe" em um
processo de compras se ela não está no pipe. O documento descreve este pipe.
- Nenhuma alteração no Pipefy sai desta skill. Se o usuário quiser corrigir uma
lacuna, como preencher a descrição de uma fase, isso exige confirmação
explícita dele sobre o que exatamente será alterado.
- Processos que continuam em pipe conectado não são atravessados. Se
childrenRelations ou parentsRelations existirem, o documento diz onde o
trabalho sai deste pipe e que a descrição para na fronteira.
Critério de qualidade
O documento está pronto quando declara a data da coleta e o que foi lido; cobre
todas as fases na ordem real, incluindo as que a amostra não usou; separa o que o
sistema exige do que o time faz, com a fonte de cada afirmação; marca como lacuna
todo critério de saída, prazo ou responsável que a configuração não define, em vez
de completar; nomeia papéis e não pessoas; registra as divergências entre previsto
e observado sem escolher um lado em silêncio; cabe em uma linha por fase mais a
tabela de lacunas; não contém nenhum identificador interno de API nem nome de
ferramenta, nem no documento nem no que você escreveu antes dele; e termina em uma única próxima ação, que costuma ser confirmar as
lacunas com o dono do processo.
Antes de entregar, releia procurando underscore e inglês técnico. Achou algum
fora de bloco de código, traduza.
Uma fase cuja única descrição possível é o próprio nome é uma lacuna, não uma
seção curta. Escrever "Nesta fase o card é analisado" sobre uma fase chamada
Análise não documenta nada, e dá a impressão de que documenta.
1---2name: process-documenter3description: Documenta um processo do Pipefy a partir da configuração real: fases na ordem, o que cada uma exige, critério de saída, prazo, automação que dispara, papéis e exceções. Entrega procedimento operacional ou mapa de configuração, marcando o que a ferramenta não tem como saber. Use quando pedirem para documentar um pipe, escrever o SOP, explicar como o processo funciona, preparar material de treinamento ou de auditoria, ou entender um processo que ninguém mais lembra. Gatilhos - 'documenta esse processo', 'escreve o SOP desse pipe', 'como esse processo funciona', 'preciso explicar esse pipe para alguém novo', 'gera manual do processo', 'o que cada fase faz aqui', 'material de auditoria desse processo'.4---56# Process Documenter78## Descrição910Lê a configuração de um pipe do Pipefy e escreve a documentação do processo: por11onde o trabalho entra, quais fases existem e em que ordem, o que cada fase exige12para o card sair dela, onde há prazo, o que já é feito por automação, quem13participa e quais caminhos de exceção estão previstos.1415Duas entregas, escolhidas pelo pedido do usuário e não por padrão:1617- **Procedimento operacional.** Para quem executa: o que fazer em cada fase, na18 ordem, com o que é obrigatório e o que acontece sozinho.19- **Mapa de configuração.** Para quem revisa ou audita: o que está configurado,20 o que está desligado, o que está previsto e não é usado, e onde a configuração21 não sustenta o que a documentação precisaria afirmar.2223Três fontes, com autoridade diferente, e a skill nunca as mistura:2425- **A configuração diz o que o sistema exige.** É a única fonte que vale como26 regra.27- **Os cards dizem o que o time faz.** Servem para confirmar ou contradizer a28 configuração, nunca para inventar regra que ela não tem.29- **O motivo não está em lugar nenhum.** Por que a alçada é de dez dias, por que30 aquele campo é obrigatório, qual norma exige aquele anexo: nada disso está na31 API. Vai marcado como pendente de confirmação com o dono do processo, jamais32 preenchido por dedução.3334Esta skill lê. Não altera nada no Pipefy: nem fase, nem campo, nem automação,35nem descrição.3637Usa apenas as ferramentas do MCP do Pipefy. Não há script nem dependência a38instalar: só este arquivo e os arquivos de referência ao lado dele.3940## Quando usar4142- Alguém novo assume o processo e não existe documentação.43- Auditoria, certificação ou cliente pede o procedimento escrito.44- Antes de redesenhar um processo, para registrar como ele está hoje.45- Para treinar quem vai operar o pipe.46- Para descobrir o que a configuração exige de fato, quando a documentação47 existente e a prática divergem.4849Para diagnóstico, com gargalo, retrabalho e prazo violado, use a skill50`process-health`: esta aqui descreve o processo, não o julga. Para um card51específico, use `card-summarizer`.5253## Referências5455Este arquivo é o fluxo. O detalhe mora em `references/`, e cada arquivo é lido56no passo que precisa dele, não antes.5758| Arquivo | Quando ler | O que tem |59|---|---|---|60| `references/collect.md` | antes do passo 1 | inputs, queries GraphQL, chamadas de configuração, amostra de prática, estado a manter |61| `references/document.md` | no passo 3 | seções do documento, como derivar critério de saída, limiares de divergência, guardas e o que cada afirmação exige |62| `references/response.md` | no passo 4 | formato das duas entregas, linguagem, tabela de lacunas, fechamento |63| `references/publish.md` | só se o usuário pedir para publicar | conteúdo da página, design system, composição, publicação |6465## Fluxo6667**1. Coletar a configuração.** Leia `references/collect.md` e siga: estrutura do68pipe, formulário de entrada, campos por fase, automações, condições de campo,69etiquetas, membros, agentes de IA e conexões com outros processos.7071**2. Amostrar a prática.** Ainda em `references/collect.md`. Uma amostra pequena72de cards, agregada por página, serve para uma pergunta só: o que a configuração73prevê está sendo usado? Ela não mede desempenho. Se você começar a calcular74mediana de fase, parou de documentar e virou a `process-health` com amostra75insuficiente.7677**3. Documentar.** Leia `references/document.md`. Monte o documento fase por78fase, derive o critério de saída das três fontes que o produzem, registre as79divergências entre o previsto e o observado, e marque como lacuna tudo que a80configuração não afirma. Lacuna declarada é entrega; lacuna preenchida por81dedução é documentação errada, que é pior que nenhuma.8283**4. Responder.** Leia `references/response.md` e escolha a entrega pelo que o84usuário pediu. A entrega é tabular: uma linha por fase e uma tabela de lacunas,85com legenda de uma linha. Documento em prosa parece completo e não é consultável,86porque quem abre tem uma pergunta sobre uma fase e precisa achar a linha dela sem87ler as outras. O que não couber na linha é lacuna, não texto.8889**5. Perguntar o que vem depois, de forma interativa.** Feche com a ferramenta de90pergunta interativa do ambiente (`AskUserQuestion` no Claude Code), não com uma91frase solta. Uma pergunta, escolha única, com as opções da seção "Fechamento" de92`references/response.md`.9394**6. Publicar, só se pedirem.** Nunca publique por iniciativa própria. Quando o95usuário escolher publicar, leia `references/publish.md`, use a ferramenta96`Artifact` e entregue o link. Não gere arquivo HTML local. O artefato nasce97privado, e quem decide abrir é o usuário.9899## Governança100101- **Nada de vocabulário de API na tela, em nenhum momento.** A proibição não vale102 só para o documento final: vale para o que você escreve enquanto coleta. Não103 narre nome de ferramenta, de consulta ou de campo da API, nem em relato de104 progresso, nem em aviso de erro, nem para justificar uma lacuna. Em vez de105 "chamando get_automations", escreva "lendo as automações do processo"; em vez de106 "get_field_conditions falhou", escreva "não consegui ler as regras de campo, e107 por isso elas ficam como lacuna". Os identificadores existem dentro da chamada108 de ferramenta, e é lá que eles ficam. A lista do que nunca aparece está em109 `references/response.md`.110- **Documento sem data de leitura envelhece sem ninguém notar.** Toda entrega111 declara a data da coleta e que descreve a configuração daquele momento. Pipe112 muda, e documentação que parece atemporal é a que engana.113- Os valores dos campos passam pelo seu contexto na amostra de prática, porque a114 API não permite pedir apenas o preenchimento. O documento descreve o campo, não115 o conteúdo dele: nunca transcreva valor de campo de card. Cite exemplo apenas116 quando ele vier da configuração, como as opções de uma escolha única.117- Em pipe com dado sensível (folha de pagamento, saúde, jurídico de pessoa118 física), avise o usuário antes de coletar a amostra de prática. A configuração119 sozinha não traz dado de pessoa.120- **Nomes de pessoas.** Membros e responsáveis aparecem no documento como papel,121 não como lista de nomes, a menos que o usuário peça o contrário. Procedimento122 nominal fica errado na primeira mudança de time.123- Ao compartilhar, confira se o público pode ver aquele processo. Documentação124 circula mais que relatório, e ela expõe a estrutura inteira.125- **Nada é preenchido por semelhança.** Você conhece processos parecidos e isso é126 uma armadilha aqui: nunca escreva a etapa que "normalmente existe" em um127 processo de compras se ela não está no pipe. O documento descreve este pipe.128- Nenhuma alteração no Pipefy sai desta skill. Se o usuário quiser corrigir uma129 lacuna, como preencher a descrição de uma fase, isso exige confirmação130 explícita dele sobre o que exatamente será alterado.131- Processos que continuam em pipe conectado não são atravessados. Se132 `childrenRelations` ou `parentsRelations` existirem, o documento diz onde o133 trabalho sai deste pipe e que a descrição para na fronteira.134135## Critério de qualidade136137O documento está pronto quando declara a data da coleta e o que foi lido; cobre138todas as fases na ordem real, incluindo as que a amostra não usou; separa o que o139sistema exige do que o time faz, com a fonte de cada afirmação; marca como lacuna140todo critério de saída, prazo ou responsável que a configuração não define, em vez141de completar; nomeia papéis e não pessoas; registra as divergências entre previsto142e observado sem escolher um lado em silêncio; cabe em uma linha por fase mais a143tabela de lacunas; não contém nenhum identificador interno de API nem nome de144ferramenta, nem no documento nem no que você escreveu antes dele; e termina em uma única próxima ação, que costuma ser confirmar as145lacunas com o dono do processo.146147Antes de entregar, releia procurando underscore e inglês técnico. Achou algum148fora de bloco de código, traduza.149150Uma fase cuja única descrição possível é o próprio nome é uma lacuna, não uma151seção curta. Escrever "Nesta fase o card é analisado" sobre uma fase chamada152Análise não documenta nada, e dá a impressão de que documenta.