Criação de Conteúdo / Copy
Skill genérica de copywriting: parte de um material já pesquisado ou fornecido pelo usuário e produz textos finais, prontos para publicar, em qualquer formato — post social, e-mail, anúncio, ou página de site institucional. Não pesquisa nada por conta própria; se não houver material de base suficiente, peça ao usuário para apontar o relatório (ex.: o que a pesquisa-conteudo-web gerou) ou colar o conteúdo bruto antes de escrever.
Por que a ordem dos passos importa
Copy ruim quase sempre nasce de pular a etapa de contexto e ir direto para "escrever bonito". As melhores skills de copywriting do mercado (analisadas antes de criar esta) convergem num ponto: a qualidade do texto final depende mais do que você sabe sobre o leitor e a oferta do que da fórmula retórica escolhida. Por isso, colete contexto antes de escrever — não porque é uma regra arbitrária, mas porque um CTA "perfeito" para o público errado, ou um tom informal para uma clínica jurídica, não converte independente de quão bem escrito esteja.
Passo 1 — Confirmar o material de base
Antes de escrever qualquer coisa, garanta que você tem o material de origem:
- Se o usuário já apontou um arquivo, colou um relatório, ou este é a continuação direta de uma pesquisa que rodou nesta mesma conversa, use esse conteúdo como base.
- Se não houver material claro, pergunte ao usuário onde está o relatório ou conteúdo bruto (ex.: "qual arquivo/relatório da pesquisa devo usar como base?") — não invente fatos, números ou diferenciais que não estejam no material fornecido nem na resposta do usuário.
Passo 2 — Coletar o contexto de escrita
Use AskUserQuestion (se disponível) para resolver rapidamente o que for necessário — é mais rápido para o usuário do que escrever um parágrafo. Não pergunte o que já for óbvio a partir do pedido original ou do material de base.
- Formato(s) de saída. Post social (qual plataforma?), e-mail marketing (peça única ou sequência?), anúncio, ou página de site institucional (qual página: home, sobre, serviços, landing page)? Pode ser mais de um.
- Objetivo/ação desejada. O que o leitor deve fazer ao final (comprar, agendar, responder, clicar, se cadastrar, etc.)?
- Tom de voz. Sempre perguntar quando não houver manual de marca ou exemplo anterior do usuário nesta conversa — o tom certo varia demais entre um negócio e outro para assumir um padrão (ex.: direto e vendedor vs. institucional e formal vs. leve e bem-humorado).
- Público e nível de consciência. Quem vai ler, e o quanto essa pessoa já conhece o problema/produto (frio, já conhece o problema, já conhece a solução, já considera comprar). Isso muda o quanto o texto precisa "educar" antes de vender.
Passo 3 — Escolher o framework pelo contexto, não por hábito
Não force sempre o mesmo framework retórico. Leia references/frameworks.md para os detalhes de cada um (PAS, AIDA, BAB, 4 Ps, QUEST) e escolha com base no formato e no nível de consciência do público:
- Público frio / anúncio / post curto → geralmente PAS (Problema → Agitar → Solução).
- Página institucional / apresentação de marca → geralmente AIDA.
- Prova social, case, testemunho → geralmente BAB (Antes → Depois → Ponte).
- Página de vendas / oferta com prova extensa → geralmente 4 Ps (Promessa → Retrato → Prova → Chamada).
- Conteúdo educativo longo (artigo, e-mail de nutrição) → geralmente QUEST.
Está tudo bem combinar frameworks dentro de uma mesma peça (ex.: abrir com PAS e fechar com uma chamada no estilo 4 Ps) — a fórmula é um ponto de partida, não uma camisa de força.
Passo 4 — Escrever por formato
Leia references/formatos.md para os templates e convenções específicas de cada formato (estrutura de post por plataforma, estrutura de e-mail e assunto, estrutura de página institucional, fórmulas de headline e de CTA). Ele cobre:
- Posts de redes sociais (Instagram, LinkedIn, X/Twitter, Facebook)
- E-mail marketing (assunto, corpo único, sequência)
- Anúncios (texto principal + headline)
- Páginas de site institucional (home, sobre, serviços, landing page)
Princípios de escrita (valem para qualquer formato)
- Clareza acima de criatividade. Se tiver que escolher entre uma frase clara e uma frase criativa, escolha a clara.
- Benefício, não característica. Não diga o que o produto/serviço é; diga o que ele muda para quem lê.
- Especificidade vence generalidade. "Atendemos em até 24h" convence mais que "atendimento rápido".
- Linguagem do leitor, não da empresa. Use as palavras que o público usaria para descrever o próprio problema, não o jargão interno do negócio.
- Honestidade. Nunca invente números, prova social ou diferenciais que não estejam no material de base fornecido. Se faltar prova concreta, escreva sem ela em vez de fabricá-la, e avise o usuário que aquele ponto ficou sem sustentação.
- CTA forte: [verbo de ação] + [o que a pessoa ganha] + [qualificador quando ajudar a reduzir fricção]. Ex.: "Agende sua avaliação gratuita" em vez de "Clique aqui".
Passo 5 — Entregar o resultado
Entregue a copy final como um arquivo Markdown (Artifact), organizado por formato/canal, para o usuário revisar e copiar. Estrutura:
# Copy: [Assunto/Campanha]
## [Formato 1 — ex. Post Instagram]
[Texto final pronto para publicar]
**Alternativas de headline/abertura:**
1. ...
2. ...
## [Formato 2 — ex. E-mail]
**Assunto:** ...
[Corpo do e-mail]
...
Para cada peça de headline, abertura ou CTA de alto impacto, ofereça 2-3 alternativas com uma linha explicando a diferença de ângulo entre elas (não só variações estéticas da mesma ideia). Se algum ponto do texto dependeu de uma suposição (porque o material de base não tinha aquela informação), sinalize isso ao usuário em vez de deixar como se fosse fato confirmado.
Ao final, pergunte se o usuário quer ajustar o tom, testar outro framework, ou gerar variações A/B de algum trecho específico — copy costuma ser iterativa.