Supabase
Quando usar
- Acionar quando o projeto tem
supabase/config.toml, migrations emsupabase/migrations/, ou clientes@supabase/supabase-jse a tarefa envolve RLS, Auth, Storage, Realtime, Edge Functions ou ambiente local Supabase (supabase start). - Acionar também para revisão de política de acesso, policy RLS ausente ou
incorreta, ou exposição indevida de
service_role. - Não acionar para tuning puro de índice/plano/isolation do Postgres
subjacente sem o contexto Supabase — usar
$specsfy-specialist-postgrese trazer o resultado de volta para as policies. - Combinar com
$specsfy-specialist-application-securityquando a revisão envolver JWT, claims customizadas ou superfícies de autorização fora do banco.
Fluxo
- Identificar SDK usado (
@supabase/supabase-js,ssr, framework específico), projeto, schemas expostos via API, migrations existentes e estratégia de ambientes (local, preview, produção). - Mapear identidades, tenants, papéis (
anon,authenticated, papéis customizados) e a origem de cada claim usada em decisão de acesso (auth.uid(),auth.jwt(), metadata). - Modelar tabelas, funções e views no Postgres primeiro — a API REST/ GraphQL e os tipos gerados são derivados do schema, não o contrário.
- Definir privilégios (
GRANT) para o objeto e políticas RLS para cada operação (SELECT,INSERT,UPDATE,DELETE) e papel, negando por padrão. - Implementar a migration versionada e testar com usuários representativos
de cada papel, incluindo o caso sem sessão (
anon). - Validar Auth, Storage, Realtime ou Edge Functions apenas quando o projeto de fato os usa — não configurar superfície que a aplicação não expõe.
- Verificar tipos TypeScript gerados, estratégia de pooling (session vs transaction), logs e política de backup/rollback antes de considerar pronto.
Padrões
- Habilitar RLS em toda tabela de schema exposto à API e negar por padrão —
tabela com RLS desabilitada em schema público é acessível por qualquer
anonque descubra o nome. - Nunca expor
service_roleno cliente (browser, app mobile, bundle público); ela ignora RLS e só pertence a ambiente de servidor confiável. - Testar cada policy separadamente para
anon,authenticatede qualquer papel de aplicação — uma policy que "parece" restringir mas usaUSING (true)equivale a não ter policy. - Tratar como superfície crítica: funções
SECURITY DEFINER(rodam com privilégio do dono, não do chamador — precisam desearch_pathfixo e validação interna própria), claims customizadas no JWT (podem ser manipuladas se a fonte não for confiável) e buckets de Storage marcados como públicos. - Versionar toda mudança de schema em migration (
supabase migration new); edição manual no dashboard de produção diverge do histórico e quebrasupabase db diff/CI. - Separar autorização de produto (o que este usuário pode fazer com este registro) da mera autenticação (quem é o usuário) — RLS resolve a primeira, Auth resolve a segunda.
- Planejar conexão direta (poucas conexões persistentes, migrations),
session pool (compatibilidade ampla,
PREPAREfunciona) ou transaction pool (alta concorrência, serverless) conforme o workload e o driver.
Antipadrões
- Policy
USING (true)/WITH CHECK (true)deixada "temporariamente" para destravar desenvolvimento e nunca revisada antes de produção — equivale a RLS desabilitada. - Checar tenant/ownership só no cliente (filtrar a query pelo
tenant_idno frontend) sem policy correspondente no banco — qualquer chamada direta à API contorna o filtro. - Função
SECURITY DEFINERsemSET search_path = ''/schema fixo — permite sequestro de função por objeto de mesmo nome em outro schema nosearch_pathdo chamador. - Migration aplicada manualmente em produção via dashboard, divergindo do
histórico versionado — o próximo
db push/db diffnão sabe reconciliar o estado real. - Confiar em claim customizada do JWT sem validar sua origem (ex.: campo gravável pelo próprio usuário sendo usado como papel de autorização).
Validação
- Provar acesso permitido e negado com identidades reais de teste para cada
papel, incluindo sessão ausente (
anon) e o "vizinho" de outro tenant. - Executar
supabase db reset/lint/migrations no ambiente local antes de promover — o projeto local reproduz o schema e as policies de produção. - Conferir tipos gerados (
supabase gen types) atualizados, replicação/ Realtime restrita ao mesmo modelo de tenancy, policies de Storage por bucket, e segredos de Edge Functions fora do código-fonte. - Avaliar recuperação e exportação dos dados além do backup gerenciado — testar um restore ou export completo, não assumir que o backup automático garante RTO aceitável.
- Não declarar uma tabela "protegida por RLS" sem o teste negativo (acesso que deveria falhar, falhando de fato).
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Leia references/standards.md antes de alterar RLS, Auth, schemas expostos, Storage, Realtime ou estratégia de conexão.