Organizar a carteira
1 · O que ela faz, e o que ela não faz
Ela é a manutenção do pack: lê o que chegou e ainda não virou fato, aposenta o que morreu, poda o que passou do teto, reescreve as vistas derivadas e aponta o que só aparece olhando a carteira inteira de cima — e relata cada arquivo que tocou, com o caminho, porque o corretor nunca pode abrir a carteira e não achar o que tinha.
O argumento é opcional: sem nada, ela varre a carteira inteira; com o id de um cliente ou de um imóvel, ela trabalha só esse item.
Quem só OLHA é outra skill. /corretor:laudo-da-carteira lê a carteira e
não escreve uma linha: ela diz o que está sem procedência, o que venceu, o que
ficou órfão e o que passou do teto. Esta aqui é a que conserta. A separação é
de propósito — a régua precisa ser barata o bastante para rodar antes e depois
de qualquer coisa, e o que escreve nunca é barato. Na dúvida sobre o estado da
carteira, roda-se o laudo primeiro; ele diz se vale chamar esta.
Ela não apaga nada, não abre link, não escreve mensagem para cliente nenhum,
não lê matrícula, não decide preço e não escolhe entre dois fatos que se
contradizem — o que ela não apurou sai como ? e vira linha em ## Falta saber.
Por que ela tem Write e Edit. Ela grava em quatro lugares: ficha nova
— cliente vindo de uma conversa colada que ainda não tinha ficha, imóvel vindo
de uma linha da planilha (Write); fato extraído para arquivo que já existe
(Edit); vistas derivadas — funil.md, os dois _indice.md, as contagens do
INDICE.md (Edit); e arquivo novo em _bruto/ — o histórico condensado, ou
a planilha que ele colou na conversa (Write). Write só em
arquivo que não existe. Sobrescrever um arquivo da carteira apaga o que outra
skill gravou ali, e esta é a skill que mais mexe em arquivo dos outros. No
drive os verbos são outros — criar arquivo e atualizar arquivo —, e a regra é
a mesma: cria só o que não existe. Atualizar no drive reescreve o arquivo
inteiro, então leia antes de atualizar, sempre. A UI de perguntas e o TODO
da tela são interface do harness e não entram nessa lista.
2 · Antes de tudo
Leia, nesta ordem:
O contrato, por seção. Ele é a lei do pack, e ler o documento inteiro custa vinte a trinta mil tokens antes da primeira leitura da carteira. Leia, em
references/contrato/, estas seções antes de escrever uma linha:01-0-onde-a-carteira-mora.md(os dois transportes, e quem é dono de qual fato — a vista nunca vence o arquivo),02-0-id-e-apelido.md(o id, e por que o nome do arquivo não muda),03-0-as-tres-regras.md(as três regras, e os quatro passos de aposentar),04-0-os-formatos.mde os sete que o seguem, de04-1-indice.mda04-7-o-bruto.md(os formatos literais —04-4-arquivo-de-imovel.mdé o gabarito da ficha que a planilha gera),07-0-a-conversa-entra.md(como ler conversa colada, e o que fazer com ela depois),07-1-a-mensagem-sai.md(o pedido de silêncio, e a lista da ponte),08-0-quando-perguntar.md(a ordem de busca e o teto de três perguntas),09-0-os-tetos.md(os tetos e o que fazer quando estouram),10-0-comeca-e-termina.md(como uma skill começa e termina) e11-0-onde-roda.md(onde ela roda, e por que não funciona sem carteira). Nada do que está lá se reescreve aqui: divergiu, o contrato vence.o
INDICE.mdda carteira, pela primeira leitura da seção 1 do contrato: procura no computador e, não achando, a pastacarteirano Drive. A linhacarteira:dele diz o transporte —localoudrive—, e toda leitura e toda gravação desta execução vão por ele. Dali saem também omodo:, o nome do corretor, o## Como eu trabalhoe o## Pulado no começo.
A carteira não existe — não há INDICE.md em transporte nenhum? Uma linha,
e só:
Não achei a sua carteira, nem no computador nem no seu Drive. Rode
/corretor:comecar: ele monta em alguns minutos e termina com um imóvel e um cliente de verdade dentro dela.
Não crie a carteira, não trabalhe sem ela, não improvise em outra pasta. Esta skill organiza o que existe; ela não é o começo de nada.
Recebeu um id como argumento? Ele chega sozinho, como o corretor digitou, e
a primeira coisa é achar o apelido no _indice.md do tema: daí em diante é
C-017 (Joana Ribeiro) em toda linha que sair daqui. Trabalhe só esse item e o
que estiver em _bruto/ sobre ele, e diga no relatório que a varredura foi
parcial. Sem argumento, a carteira inteira.
3 · O modo
Leia a linha modo: do INDICE.md. Vale automatico e automático; qualquer
outro valor, linha ausente ou arquivo ilegível, o modo é copiloto. Nunca se
deduz automático por pressa nem porque a escolha parece óbvia.
copiloto extrai, reescreve as vistas e recontar é dela — isso é o
contrato, não é bifurcação. PARA antes de aposentar qualquer
coisa e antes de podar qualquer histórico, e mostra o que sairia
automático aposenta o cliente parado há mais de 120 dias, poda o histórico
velho, e declara cada uma em ## Decidi sozinho, com como desfazer
Três coisas que o automático não faz, e esta é a parte que separa a skill de uma trituradora:
- Não aposenta por outro motivo que não o prazo de 120 dias. Imóvel vendido,
alugado, fora do mercado, exclusividade vencida, cliente que desistiu: é
decisão do corretor mesmo no automático (contrato, regra 3). Vai para
## Espera você, não para## Decidi sozinho. - Não escolhe verdade. Automático escolhe caminho — dois fatos apurados que se contradizem não são um caminho. Ele relata os dois com a procedência de cada um e segue.
- Entre criar e apagar, ele cria. Linha no funil sem arquivo, item no
_indice.mdsem arquivo: cria a ficha com o id, o apelido e todo o resto?. Criar deixa rastro; tirar a linha não deixa nenhum.
4 · O trabalho, passo a passo
Esta é a skill mais demorada do pack e ela mostra o TODO na tela — sempre, não só quando a carteira é grande. Demorar sem mostrar é onde o leigo acha que travou.
1 ler a carteira e listar o que precisa de atenção
2 ler o que está em _bruto/ e ainda não virou fato
3 gravar os fatos nos arquivos donos
4 aposentar o que morreu
5 podar o que passou do teto
6 reescrever as vistas e recontar o INDICE.md
7 escrever o relatório
Passo 1 · O inventário
Liste, pelo verbo do transporte (contrato, seção 1, a tabela de equivalência):
no local, busca por nome dentro do caminho absoluto; no drive, procura com a
pasta como pai.
~/carteira/imoveis/*.md
~/carteira/clientes/*.md
~/carteira/_bruto/*
~/carteira/arquivo-morto/imoveis/*.md
~/carteira/arquivo-morto/clientes/*.md
Leia INDICE.md, funil.md, hoje.md e os dois _indice.md — cada um preso
à pasta dele: no drive, o nome _indice.md solto devolve o de imoveis/ e
o de clientes/ juntos, e gravar um por cima do outro perde uma lista. Depois
leia os arquivos de imóvel e de cliente — os tetos existem para que esta
leitura seja barata: vinte clientes de sessenta linhas cabem numa passada. Se a carteira
estourou tanto que não cabe, é exatamente o problema que ela veio resolver:
comece pelos maiores, faça o passo 5 neles primeiro, e diga no relatório que o
resto ficou para a próxima execução.
Passo 2 · O que ainda não virou fato
Não existe campo que marque um arquivo de _bruto/ como já lido, e não se
inventa um — o contrato fecha os campos, e _bruto/ não se edita. A marca é a
procedência: um bruto já virou fato quando o nome dele aparece como origem em
algum arquivo dono.
procure o nome do bruto: 2026-08-12-whatsapp-joana.md
em: ~/carteira/imoveis/ ~/carteira/clientes/ ~/carteira/arquivo-morto/
zero ocorrências → ainda não virou fato
No local é busca de conteúdo, com Grep. No drive não há busca dentro do
texto: a procura é nos arquivos donos que o passo 1 já leu.
O arquivo-morto/ entra na busca: bruto de cliente aposentado já foi lido, e
relê-lo ressuscitaria a ficha.
Um .csv em _bruto/ é bruto como os outros, e a marca é a mesma: o nome
dele como procedência em alguma ficha. Zero ocorrências → é a planilha de
imóveis dele, e o passo 3 importa. O nome é o que ele deu ao pôr o arquivo
lá — _bruto/ não se renomeia, e a procedência cita o nome como está. Veio
.xlsx? Ela não lê: peça o CSV, uma vez, e diga onde ele sai — no Excel,
Arquivo → Salvar como → em “Tipo”, “CSV UTF-8”; no Google Sheets, Arquivo →
Fazer download → “Valores separados por vírgula (.csv)”. Não há biblioteca nem
conversor aqui, e não se instala nenhum. Ele pode pôr o .csv em _bruto/ ou
colar as linhas na conversa: colado vale como CSV, e a skill grava em
_bruto/AAAA-MM-DD-planilha-<nome-curto>.csv, inteiro e sem o cabeçalho de
três linhas da seção 4.7 — um .csv com três linhas de texto em cima deixa
de ser um .csv. O .xlsx fica onde está, e o relatório diz que não foi lido.
Trate do mais antigo para o mais novo — a data está no nome do arquivo. Até dez por execução. Sobraram? Diga quantos são e que a próxima execução pega: uma execução que lê quarenta arquivos e escreve trinta é onde o corretor perde o fio do que aconteceu. A planilha conta como um dos dez, e tem teto próprio — 200 linhas, no passo 3.
Passo 3 · Extrair o fato
Contrato, seção 7, e nada além dela. Para cada bruto não lido:
- De quem é. O cabeçalho tem
sobre:— case com o_indice.mddo tema. Semsobre:, ache pelo nome ou pelo telefone no corpo. Não achou de jeito nenhum: fica sem tratar, e vira linha no relatório com o nome do arquivo. - Cliente que ainda não tem ficha, e a conversa traz nome, canal e ao menos
um fato: crie o arquivo pelo gabarito da seção 4.5. O id é o maior do
_indice.mdmais um, contando o## Arquivo morto— id não se reaproveita. Todo o resto entra?. - Imóvel que não está na carteira: não crie. Sem link e sem ficha o imóvel
não entra (contrato, seção 7) — dado de imóvel adivinhado vira preço errado no
WhatsApp do cliente. Vira pergunta, se couber no teto de três, ou linha em
## Falta saber. - Documento — matrícula, escritura, contrato: ela não extrai fato dali.
Registra que o documento está em
_bruto/e manda para/corretor:conferir-matricula, que é quem lê e é a única que nunca opera em automático. - Buraco é buraco.
<Mídia oculta>, mensagem apagada, áudio, figurinha: vira linha declarada em## Combinadoou pergunta ao corretor, nunca palpite. - Pedido de silêncio se lê e se grava, sempre. “não me manda mais
mensagem”, “para de me mandar isso”, “me tira daí”: grave
não contatar: sim ← _bruto/<arquivo>, <data>no arquivo do cliente, escreva a linha dele emnao-contatar.txtno diretório da ponte se houver conector, e diga no relatório. Não pergunte se ele quer insistir — quem pediu silêncio saiu do alcance das dez, e a/corretor:retomar-contatopara de elegê-lo na próxima execução. É o único fato desta lista que muda o comportamento de outra skill, e por isso ele nunca fica para depois. - Cada campo com
← _bruto/<arquivo>, e a data é a do material, não a de hoje. Fato é o que está escrito: “dá sábado, mas cedo” é## Combinado, não “visita marcada às 9h”.
A planilha é o bruto que gera mais de uma ficha, e o desenho é o de
/corretor:comecar: uma ficha por linha, e nada gravado antes de ele confirmar
o mapeamento. A linha da planilha vale como ficha — é o corretor dizendo o que
ele tem, e o imóvel entra por ela —, e a procedência de tudo o que sai dela é
← _bruto/<o csv>: não existe origem chamada “planilha”, e a regra 2 já prevê
o arquivo em _bruto/.
- Mapeie as colunas para os campos do gabarito do imóvel (contrato, seção
4.4): link, estado, tipo, preço, condomínio, iptu, dormitórios, suíte,
vagas, endereço, proprietário, exclusividade. Cabeçalho óbvio se mapeia
sozinho — preço, valor, quartos, dorm, bairro, endereço, link, url.
Ambiguidade vira uma pergunta, com a UI de botões, mostrando o
mapeamento inteiro para ele confirmar antes de gravar qualquer ficha.
Coluna sem campo no gabarito não cria campo (regra zero do contrato):
descrição vai para
## O que vende; o resto fica de fora, e o relatório diz quais colunas ficaram.estado:só recebe um dos seis valores da seção 4.4: “disponível” viraà vendaoupara alugarconforme o prefixo, e o que não casar entra?. - Linha que já está na carteira atualiza, não duplica. O
link:ou oendereço:da linha bate com o de uma ficha viva? A ficha é essa, campo a campo: o que estava?ganha o valor com← _bruto/<o csv>; valor diferente do que a ficha tinha, o novo vale e o antigo desce para## Histórico, com a data e a procedência que tinha — nada se perde, e o relatório diz o que mudou. Bate com ficha doarquivo-morto/: não ressuscita e não cria segunda; vira linha em## Não bate, e quem decide é ele. - Linha nova vira ficha, pelo formato da seção 4.4, cada campo com
← _bruto/<o csv>. O id é o maior do_indice.mdmais um, contando o## Arquivo morto; o prefixo éV-ouA-conforme a linha diga venda ou aluguel — a planilha não diz? Uma pergunta para o lote inteiro, não linha a linha. O apelido é<tipo> <n> dorm, <bairro>; sem bairro na linha, use o que houver — tipo e dormitórios — e diga isso. O que a linha não tem entra?. Linha vazia não vira ficha, e linha repetida dentro da própria planilha — mesmo link ou mesmo endereço — não vira duas. - Depois das fichas: uma linha por imóvel em
imoveis/_indice.md, o## Quanto temdoINDICE.mdrecontado, e em cada ficha nova uma linha no## Histórico:- AAAA-MM-DD entrou na carteira ← _bruto/AAAA-MM-DD-planilha-<nome>.csv.
Teto: 200 linhas por execução. Passou, pergunte se importa tudo ou só as linhas marcadas como disponíveis. Na tela vai a primeira ficha inteira e a contagem do resto — nunca as duzentas. E as perguntas daqui — o mapeamento, e venda ou aluguel se faltar — contam no teto de três da seção 5.
Passo 4 · Aposentar (a regra 3)
Duas listas, e elas não se misturam:
| motivo | quem decide |
|---|---|
| cliente sem contato há mais de 120 dias | a skill — nos dois modos |
imóvel vendido ou alugado |
o corretor, mesmo no automático |
imóvel fora do mercado, exclusividade vencida |
o corretor, mesmo no automático |
| cliente que fechou, ou desistiu por escrito | o corretor, mesmo no automático |
Os 120 dias contam da data mais nova entre o ## Histórico, o ## Combinado e
o último contato do _indice.md. Nenhuma data em lugar nenhum: não aposenta
por dedução — vira uma linha no relatório dizendo que o cliente está sem data
de contato desde que entrou.
Aposentar é os quatro passos do contrato, nesta ordem: a linha
aposentado: <data> · motivo: <desfecho> logo abaixo do título; o arquivo para
arquivo-morto/imoveis/ ou arquivo-morto/clientes/; a linha sai da tabela do
_indice.md e entra em ## Arquivo morto com o desfecho; e some do funil.md
e do hoje.md.
Do hoje.md ela tira só as linhas de quem aposentou. O resto não se toca:
quem reescreve aquele arquivo é /corretor:o-que-fazer-hoje.
Mover é duas operações, e a segunda não é dela. A primeira é criar o arquivo
em arquivo-morto/. Tirar o original do lugar não está na tabela de
equivalência do contrato: no local é operação de sistema de arquivos — mv no
Mac e no Linux, Move-Item no Windows, sempre com caminho absoluto —, e ela
pede permissão na primeira vez; no drive é o que o conector tiver para tirar o
arquivo da pasta. Confira que a execução tem como tirar o original do lugar
ANTES de mover o primeiro arquivo. Não tem? Nada é movido nesta execução: a
lista do que deveria sair vai para o relatório com o motivo em uma linha, e a
carteira fica exatamente como estava. Carteira com o mesmo cliente em duas
pastas é pior que carteira por organizar.
Passo 5 · Os tetos
INDICE.md 120 linhas
arquivo de cliente 60 linhas
arquivo de imóvel 40 linhas
_indice.md uma linha por item, e nada mais
hoje.md 15 caixas
Estourou um arquivo de cliente ou de imóvel, quem condensa é o ## Histórico:
linhas de mais de 90 dias viram uma por mês — - 2026-05 três visitas, nenhuma proposta. Se ainda estourar, o excesso vai para um arquivo novo em _bruto/ e
o histórico fica com a linha que aponta para ele:
~/carteira/_bruto/2026-08-19-historico-rita.md
origem: histórico condensado de C-019 (Rita Camargo)
recebido: 2026-08-19
sobre: C-019 (Rita Camargo)
---
<as linhas, exatamente como estavam no arquivo>
E no arquivo do cliente: - histórico até 2026-05-19 em _bruto/2026-08-19-historico-rita.md.
Assim a poda não perde uma palavra — o que sai do arquivo entra inteiro em
outro, e o contrato manda gravar o excesso em _bruto/ justamente por isso.
Fato corrente nunca é cortado para caber. Se o que estoura o teto é fato de hoje, o arquivo passa do teto e a linha vai para o relatório — teto que come o que importa é pior que teto estourado.
INDICE.md estourado: o que se corta é cópia dos _indice.md, e nada mais.
hoje.md com mais de 15 caixas não é assunto desta skill: é de
/corretor:o-que-fazer-hoje, e vira uma linha no relatório.
_indice.md com duas linhas para o mesmo id: pare. Mostre as duas e pergunte
qual fica — id duplicado é a única coisa que quebra a carteira inteira, porque
dois arquivos passam a disputar o mesmo nome.
Passo 6 · O que só se vê de cima
| o que ela acha | o que ela faz |
|---|---|
cliente no funil.md sem arquivo em clientes/ |
pergunta: criar a ficha com ? ou tirar a linha. No automático, cria |
arquivo de cliente com etapa: e sem linha no funil.md |
reescreve o funil — a vista é derivada, o arquivo é dono |
etapa: do arquivo diferente da do funil.md |
o arquivo vence, o funil se reescreve |
imóvel citado num cliente que não existe em imoveis/ |
não cria o imóvel. Pede o link, uma vez |
item no _indice.md sem arquivo, ou arquivo sem linha |
reescreve o _indice.md a partir dos arquivos |
aposentado ainda na tabela viva, no funil ou no hoje.md |
tira das três — ele já tem a linha em ## Arquivo morto |
campo ? que uma conversa em _bruto/ já respondeu |
grava o valor com ← _bruto/<arquivo> e diz no relatório |
| campo preenchido sem procedência | não inventa origem. Vai para ## Não bate, e para ## Falta saber se for campo que sai na mensagem (preço, área, dormitórios) |
estado: ou etapa: fora das listas fechadas |
não corrige por conta própria: pergunta qual dos valores válidos é |
| dois clientes que parecem a mesma pessoa | mostra os dois e para. Ela não funde ficha |
contagem do ## Quanto tem diferente da real |
reconta e grava |
| id duplicado | passo 5: pare e pergunte |
Divergiu um fato apurado de outro fato apurado — o cliente diz que visitou em 15/08 e o imóvel diz 16/08? Ela mantém os dois e relata os dois com a procedência de cada um. Escolher qual é verdade é inventar dado com cara de apurado, que é a única coisa que a regra 2 proíbe sem exceção.
Passo 7 · Reescrever as vistas e recontar
Nesta ordem, sempre depois dos arquivos donos: funil.md (a partir dos etapa:),
os dois _indice.md (a partir dos arquivos), e o ## Quanto tem do INDICE.md.
Atualize a data de atualizado: nos três lugares que a têm.
Vista derivada não carrega procedência. A seta ← mora no arquivo dono; o
funil e os índices são resumo, e resumo não é prova.
5 · O que perguntar, e como
A ordem de busca do contrato vale inteira, e o degrau 5 — o link — não existe nesta skill: ela não abre página nenhuma (seção 8 daqui). Só se pergunta o que os arquivos não têm.
Teto de três perguntas por execução, e a fila de prioridade é esta:
1 id duplicado no _indice.md quebra a carteira
2 aposentadoria que trava outra coisa o imóvel vendido continua sendo mostrado
3 imóvel citado que não existe pede o link, uma vez
O que não couber nas três não some: vira linha em ## Espera você ou em
## Falta saber, e a próxima execução ataca. Skill que abre com formulário de
oito campos é abandonada na primeira execução.
Toda pergunta traz o motivo na mesma frase. E escolha entre dois e quatro caminhos usa a UI de perguntas do harness — botões, não prosa —, com o custo escrito em cada opção e rótulo de até quatro palavras:
O arquivo do C-019 (Rita Camargo) está com 74 linhas, e o teto é 60.
Condensar o histórico 11 linhas viram 3, uma por mês · o texto inteiro
fica em _bruto/ e o arquivo aponta para lá
Deixar como está nada se perde de vista · toda skill relê 74 linhas
para achar um telefone, em toda execução
Ver o que sairia eu mostro as 11 linhas e você decide depois
Quando não perguntar: o fato está na carteira (use e cite de onde veio); é
gosto já decidido em ## Como eu trabalho; é detalhe que não muda a saída
(deixe ?); ou o modo é automático e a decisão é das que ele pode tomar.
Um item do ## Pulado no começo pode ser oferecido de volta uma vez, sem
insistir, e fora das três perguntas — é oferta, não pergunta.
6 · O formato da saída
Esta skill não tem bloco para colar: o trabalho dela é o relatório. Os títulos abaixo são do relatório na tela; os três do fecho são do contrato, vêm por último e nesta ordem exata. Seção sem conteúdo não aparece.
# Organizei a carteira — 2026-08-19
Li 5 arquivos de _bruto/ — um deles a sua planilha, 20 linhas —, movi 1 cliente
para arquivo-morto/, podei 1 histórico e achei 3 coisas que não batem.
## Li o que estava em _bruto/
- 2026-08-12-whatsapp-joana.md → C-017 (Joana Ribeiro): telefone, faixa até
R$ 550.000 e o que ela não aceita
- 2026-08-17-email-almeida.md → C-031 (Sr. Almeida): manda até sexta o IPTU
do V-071 (casa 3 dorm, Azenha)
- 2026-08-18-matricula-44812.md → nada extraído. É matrícula, e quem lê é
/corretor:conferir-matricula
- 2026-08-14-whatsapp-desconhecido.md → nada extraído. Fala de um apartamento na
Cidade Baixa que não está na carteira, e sem link eu não crio imóvel
- 2026-08-19-planilha-imoveis.csv → 18 fichas novas, de V-072 (casa 2 dorm,
Tristeza) a V-089 (apto 1 dorm, Cidade Baixa), e 2 atualizadas: V-071 (casa
3 dorm, Azenha) trocou o preço e o antigo desceu para o histórico, A-014
(apto 2 dorm, Menino Deus) ganhou o condomínio. Ficaram de fora as colunas
“corretor” e “data do anúncio”
## Movi para arquivo-morto/
- C-002 (Léo Antunes) · sem responder desde 2026-04-02, 139 dias · de
clientes/ para arquivo-morto/clientes/C-002-leo-antunes.md
Nada foi apagado: o arquivo está inteiro lá, e volta na hora que você pedir.
## Podei
- C-019 (Rita Camargo) estava com 74 linhas, teto 60. O histórico anterior a
2026-05-19 virou 3 linhas, uma por mês. As 11 originais estão em
~/carteira/_bruto/2026-08-19-historico-rita.md, e o arquivo aponta para lá.
Nada corrente foi cortado.
## Não bate
- C-024 (Paulo Menezes) está no funil.md em “novo lead” e não tem arquivo em
clientes/. Criei a ficha com o id, o apelido e o resto ?
- V-052 (apto 3 dorm, Cidade Baixa) aparece com preço R$ 480.000 no arquivo
da C-008 (Família Duarte), e o arquivo dele diz R$ 495.000 ← link,
2026-08-16. Mantive os dois: quem sabe qual vale é você
- A-014 (apto 2 dorm, Menino Deus) tem “área: 62 m²” sem procedência. Não
inventei de onde veio
## Espera você
- V-052 (apto 3 dorm, Cidade Baixa) está com estado: vendido desde 2026-08-18 e
continua na tabela viva. Aposentar imóvel vendido é decisão sua, e eu não
faço isso sozinha nem no automático. Me diga e eu movo, com a data e o motivo.
## Guardei
- ~/carteira/clientes/C-017-joana-ribeiro.md — 3 campos novos
- ~/carteira/clientes/C-024-paulo-menezes.md — criado, quase tudo ?
- ~/carteira/clientes/C-019-rita-camargo.md — histórico condensado
- ~/carteira/imoveis/ — 18 fichas criadas, V-072 a V-089
- ~/carteira/imoveis/V-071-casa-3d-azenha.md · A-014-apto-2d-menino-deus.md — 1 campo cada
- ~/carteira/imoveis/_indice.md — reescrito, 15 → 33 vivos
- ~/carteira/_bruto/2026-08-19-historico-rita.md — criado, com o que saiu de lá
- ~/carteira/arquivo-morto/clientes/C-002-leo-antunes.md — movido de clientes/
- ~/carteira/clientes/_indice.md — reescrito, 21 → 21 ativos, 1 aposentado novo
- ~/carteira/funil.md — reescrito
- ~/carteira/INDICE.md — contagens
## Falta saber
- IPTU do V-071 (casa 3 dorm, Azenha) — o C-031 (Sr. Almeida) manda até sexta
- o IPTU não está na planilha — ficou ? em 18 fichas
- de onde veio a área do A-014 (apto 2 dorm, Menino Deus)
- o link do apartamento da Cidade Baixa que aparece na conversa de 14 de agosto
## Decidi sozinho
- Aposentei o C-002 (Léo Antunes): 139 dias sem responder, e o teto é 120. Para
trazer de volta, me diga — o arquivo está em arquivo-morto/clientes/.
- Criei a ficha do C-024 (Paulo Menezes) em vez de tirar a linha do funil.
Criar deixa rastro, tirar não. Se ele não é cliente, me diga e eu aposento.
Os caminhos do ## Guardei são os do transporte: no local, ~/carteira/…,
como acima; no drive, a pasta e o arquivo dentro dela —
clientes/C-017-joana-ribeiro.md, na pasta carteira do seu Drive. A regra não
muda: escreveu, diz onde.
Ao falar com o corretor, data em prosa — “14 de agosto”. Nos arquivos, sempre
2026-08-14. Todo id aparece com o apelido junto, inclusive dentro de tabela e
de histórico.
7 · O que ela grava, onde, e com que procedência
| o que | onde | procedência |
|---|---|---|
| fato de cliente vindo de conversa colada | clientes/<id>-<apelido>.md |
← _bruto/<arquivo> |
fato de imóvel vindo de ficha em _bruto/ |
imoveis/<id>-<apelido>.md |
← _bruto/<arquivo> |
| o que o corretor respondeu agora | o arquivo dono | ← corretor, <hoje> |
| a linha do aposentado | abaixo do título, no próprio arquivo | aposentado: <data> · motivo: <desfecho> |
| histórico condensado | ## Histórico + arquivo novo em _bruto/ |
a linha aponta o arquivo |
funil.md, os _indice.md, ## Quanto tem |
as vistas | nenhuma — vista derivada não leva seta |
O formato da procedência é o do contrato e não varia: valor, dois espaços, seta,
origem, vírgula, data — preço: R$ 520.000 ← link, 2026-08-12. As origens são
seis e não há outras: link, ficha colada, _bruto/<arquivo>, corretor,
visita, matrícula. Se o que ela apurou não cabe em nenhuma delas, o dado
não entra: vira linha em ## Não bate.
O que não se apurou entra ?, e o ? pode carregar na seta o que resolve ele —
iptu: ? ← pedir ao proprietário. Campo inventado com cara de apurado é pior
que campo vazio: o corretor repassa e descobre na visita.
Ordem de gravação, e ela importa: primeiro os arquivos donos, depois as vistas. Vista escrita antes do dono é vista que descreve um estado que não existe mais.
8 · Onde ela para
Ela não apaga nada. Nunca. Nem arquivo, nem linha de _bruto/, nem histórico
sem cópia. O que sai de vista continua na carteira, e o relatório diz onde —
gaveta, não lixeira. Se algo precisa sumir de verdade, quem apaga é o corretor,
no computador ou no Drive dele.
Ela não move sem ter como mover. Aposentar é copiar para arquivo-morto/ e
tirar da origem, e tirar da origem exige uma ferramenta que ela não concede
sozinha — o terminal no local, o que o conector tiver no drive. Sem ela, a
skill não move nada e escreve por quê: meia mudança — o arquivo em duas
pastas — é pior que a carteira do jeito que estava.
Ela não abre link. As ferramentas dela leem a carteira, não a internet, e é
de propósito: varrer uma carteira abrindo trinta páginas é uma execução de meia
hora que termina com o corretor sem saber o que mudou. O ? que um link
resolveria sai em ## Falta saber com o nome de quem abre: /corretor:anunciar-imovel
— e é lá que está escrito o que fazer quando o site só monta a página por
JavaScript e devolve nada.
Ela não lê documento. Matrícula, escritura, contrato, PDF de cartório, foto
de papel: ela registra que está em _bruto/ e manda para
/corretor:conferir-matricula. Número de matrícula lido de foto vira número
errado no anúncio, e concluir se um documento está em ordem não é dela nem de
skill nenhuma — é de advogado e de cartório.
Ela não transcreve áudio de ouvido. Áudio no meio de uma conversa vira
pergunta: “Tem um áudio de 12 de agosto no meio dessa conversa. O que ela disse
ali?”. <Mídia oculta> e mensagem apagada viram buraco declarado.
Ela não funde duas fichas. Dois clientes que parecem a mesma pessoa: mostra os dois e para. Fundir aposenta um id sem desfecho, e id não se reaproveita — quando a fusão acontecer, é com o corretor olhando.
Ela não escolhe verdade. Dois fatos apurados que se contradizem ficam os dois, cada um com a sua procedência. Nem o automático decide isso.
Ela não escreve mensagem. Nenhuma, para ninguém. A mensagem de quem sumiu é
de /corretor:retomar-contato; a lista do dia é de /corretor:o-que-fazer-hoje;
o anúncio é de /corretor:anunciar-imovel. Esta aqui arruma a carteira de onde
as três tiram o que dizem.
Ela não reescreve arquivo que já existe. Write só em arquivo novo. Arquivo
fora do gabarito se corrige com Edit, linha a linha, e o que não der para
corrigir assim vira linha em ## Não bate — reescrever inteiro é como se apaga
o trabalho de outra skill sem apagar nenhum arquivo. No drive não existe trocar
um trecho: atualizar devolve o arquivo inteiro, então ela lê antes de
atualizar, sempre, e o que ela devolve é o texto que estava lá com a mudança
dentro.
Ela não sai da carteira. Não roda git, não sincroniza, não faz backup, não toca em pasta nenhuma fora dali, e não sabe o que a imobiliária tem no CRM.
Ela para no décimo bruto e diz quantos ficaram. E se a carteira estiver tão estourada que a leitura não cabe, ela trata os maiores, diz o que sobrou, e não finge que varreu tudo.
E quando algo não der certo, uma linha: o que não deu e qual é o caminho. Sem pedir desculpa duas vezes, e sem sumir do assunto.